A divisão global sobre a liderança de Gianni Infantino na Fifa
Um mapa da BBC Sport revela a polarização entre os 210 membros votantes da Fifa, com 73 países apoiando Infantino, 124 se opondo e 13 indecisos, indicando um cenário eleitoral incerto para o próximo mandato.

A reeleição de Gianni Infantino como presidente da Fifa, antes considerada certa, agora enfrenta forte oposição de 124 associações nacionais após sua proposta de venda de participações na Copa do Mundo.
Proposta de venda de participações na Copa do Mundo a investidores privados gera forte oposição e coloca em xeque reeleição do presidente da entidade.
Reeleição de Infantino sob questionamento
A reeleição de Gianni Infantino para um quarto mandato como presidente da Fifa, prevista para março do próximo ano, era considerada certa até recentemente. A maioria das 210 associações nacionais membros da Fifa apoiava sua candidatura, e ele não enfrentava oposição significativa.
O cenário mudou drasticamente após duas semanas de intensos ataques a um plano, posteriormente abandonado, que previa a venda de participações na Copa do Mundo e em outras competições da Fifa a investidores privados. Essa proposta gerou uma profunda divisão entre os membros da entidade.
A BBC Sport realizou um levantamento para mapear as posições das 210 associações nacionais com direito a voto na Fifa, excluindo o Nepal, que está suspenso. O objetivo foi ilustrar a polarização atual, que pode dificultar a garantia de apoio suficiente para Infantino se manter no cargo.
O mapa da divisão e as regras eleitorais
A análise da BBC Sport indica que, atualmente, 73 países apoiam Gianni Infantino, enquanto 124 se opõem à sua continuidade e 13 permanecem indecisos. Este quadro, no entanto, é considerado incerto e propenso a mudanças nos próximos meses.
As regras eleitorais da Fifa estabelecem que, em caso de dois candidatos, a vitória exige maioria simples, ou seja, 106 votos. Se houver três ou mais candidatos, o vencedor no primeiro turno precisará de dois terços dos votos (140). Caso contrário, um segundo turno decidirá por maioria simples.
A distribuição de votos entre as confederações é a seguinte: Europa (55), África (54), Ásia (46), América do Norte (35), Oceania (11) e América do Sul (10). Essa distribuição é crucial para a formação de blocos de apoio ou oposição.
Posições das confederações e membros dissidentes
Diversos países europeus, incluindo Inglaterra e País de Gales, formalmente retiraram seu apoio a Infantino. A oposição se intensificou com uma carta conjunta assinada pela Uefa (Europa), Concacaf (América do Norte) e Confederação Asiática de Futebol (AFC), acusando a Fifa e seu presidente de quebra de confiança.
Essa coalizão é significativa, representando 136 associações nacionais. Contudo, há membros dissidentes; na Ásia, Butão, Filipinas e Emirados Árabes Unidos apoiam Infantino. O México também divergiu da Concacaf, manifestando apoio ao presidente. Estados Unidos e Canadá apoiaram a declaração da Concacaf, mas sem oposição aberta a Infantino.


