
Levantamento da Confederação Nacional da Indústria mostra retração de 2% no faturamento do setor em julho, com estabilidade nos demais indicadores e desempenho negativo no acumulado do ano.
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Levantamento da Confederação Nacional da Indústria mostra retração de 2% no faturamento do setor em julho, com estabilidade nos demais indicadores e desempenho negativo no acumulado do ano.

Balanço diário do Tesouro mostra dívida pública total de US$ 40,047 trilhões, com US$ 32,266 trilhões em títulos detidos pelo público. Grupos de fiscalização alertam para risco de crise fiscal diante de gastos obrigatórios e juros crescentes.

Levantamento mensal do Dieese e da Conab aponta queda no custo da cesta básica em 25 das 27 capitais em agosto, puxada por batata, café, tomate e feijão. Na comparação anual, porém, os preços subiram em 25 capitais, com destaque para Goiânia, Cuiabá e Vitória. São Paulo segue com a cesta mais cara do país, a R$ 900,59.

A Dívida Pública Federal (DPF) subiu 0,22% em julho, para R$ 9,288 trilhões, segundo o Tesouro Nacional. A apropriação de juros de R$ 89,95 bilhões impediu a queda do endividamento, apesar do resgate líquido de títulos. O colchão da dívida atingiu nível recorde, e o prazo médio subiu para 4,05 anos.

O governo projeta salário mínimo de R$ 1.741 em 2027, com reajuste de 7,4%. Valor ainda depende da inflação medida pelo INPC até novembro de 2026.

A Presidência da República editou uma medida provisória que visa fortalecer o acesso a crédito e a habitação popular no Brasil. O texto modifica programas como o Desenrola Adimplentes e o Minha Casa, Minha Vida, além de prever novos aportes da União em fundos garantidores. A iniciativa busca reduzir riscos em operações de crédito e facilitar a conclusão de unidades habitacionais.

A quarta redução consecutiva da Taxa Selic, que a levou a 14% ao ano, foi bem recebida, mas considerada insuficiente por entidades como Firjan, CNI e Força Sindical. Elas argumentam que o patamar atual dos juros ainda restringe investimentos, encarece o crédito e limita a capacidade de crescimento da indústria e a geração de empregos no Brasil.

Esta é a quarta redução consecutiva da taxa básica de juros, que busca alinhar a inflação à meta e suavizar as flutuações econômicas. A medida ocorre em um cenário de moderação da atividade econômica e desafios globais.

O Banco Central informou que as concessões de empréstimos no Brasil cresceram 6,5% em junho, elevando o estoque total de crédito para R$ 7,36 trilhões. Os financiamentos com recursos livres subiram 6,7%, enquanto as operações com recursos direcionados aumentaram 4,9%. A inadimplência em recursos livres manteve-se em 6,2%, e os juros no crédito livre atingiram 49,8%.

A moeda estadunidense registrou uma pequena valorização no último dia de julho, impulsionada por tensões no Oriente Médio e o fortalecimento global do dólar. Contudo, o mês fechou com uma desvalorização de quase 2% para a divisa. No mercado de ações, o Ibovespa teve alta de 0,47% na sexta-feira, alcançando 177.999 pontos, e acumulou um ganho de 3,47% em julho. O petróleo também apresentou forte valorização, com o Brent subindo 23,5% e o WTI 21,8% no mês, em meio à escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã.

O Banco Central divulgou que o déficit primário do setor público consolidado alcançou R$ 55,3 bilhões em junho de 2026. No acumulado de 12 meses, o valor chegou a R$ 157,2 bilhões, equivalente a 1,19% do PIB, com aumento nos gastos com juros nominais e nas dívidas líquida e bruta.

A Ambev, proprietária de marcas como Brahma e Budweiser, anunciou um lucro líquido de R$ 3,47 bilhões no segundo trimestre de 2026, um aumento de 24,5% em relação ao ano anterior. O resultado foi impulsionado pela Copa do Mundo de 2026, que levou à lotação de bares. O volume de cerveja vendido no Brasil cresceu 5%, e o Ebitda da companhia alcançou R$ 6,37 bilhões.

As projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 foram ajustadas de 5,15% para 5,12%. Há quatro semanas, a expectativa era de 5,33%. Outros indicadores como PIB, câmbio e taxa Selic mantiveram suas projeções estáveis.

A Receita Federal divulgou que a arrecadação federal em junho atingiu R$ 264,4 bilhões, um aumento real de 7,7% em relação a junho de 2025. No primeiro semestre, o total arrecadado foi de R$ 1,587 trilhão, com crescimento real de 6,6%. O resultado positivo é atribuído a fatores como a atividade econômica, a massa salarial, as importações e a performance de tributos como IRPJ, CSLL e contribuições previdenciárias.

O Banco Central reportou que os juros cobrados das famílias brasileiras continuam elevados, atingindo 64% ao ano no crédito livre para pessoas físicas em junho. A inadimplência e o comprometimento da renda também se mantiveram em níveis altos, com o endividamento das famílias chegando a 49,8% em maio.

O IGP-M, medido pela FGV, teve deflação de 1,16% em julho, após recuar 0,50% em junho. Apesar das quedas mensais, o indicador acumula inflação de 2,08% no ano e 2,76% em 12 meses. A redução foi impulsionada principalmente pelos preços no atacado.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou a prorrogação do Desenrola Brasil 2.0 até 31 de agosto, mantendo as regras inalteradas e sem novos custos públicos. A medida visa dar mais tempo para a regularização de dívidas e facilitar o acesso ao crédito.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de julho ficou em 0,06%, abaixo das taxas observadas em junho e no mesmo período de 2025. Habitação foi o principal grupo a impulsionar a alta, enquanto Alimentação registrou deflação.

O mercado financeiro brasileiro apresentou movimentos distintos nesta segunda-feira. O dólar subiu para seu maior valor em duas semanas, influenciado pela forte queda do preço do petróleo e pelo cenário externo. Em contrapartida, o Ibovespa registrou alta, impulsionado por ações de bancos e mineradoras, e pela expectativa de trégua entre Estados Unidos e Irã.