Dólar fecha no maior valor em duas semanas com queda do petróleo
O mercado financeiro brasileiro apresentou movimentos distintos nesta segunda-feira. O dólar subiu para seu maior valor em duas semanas, influenciado pela forte queda do preço do petróleo e pelo cenário externo. Em contrapartida, o Ibovespa registrou alta, impulsionado por ações de bancos e mineradoras, e pela expectativa de trégua entre Estados Unidos e Irã.

O dólar à vista encerrou a segunda-feira negociado a R$ 5,113, registrando alta de 0,62% e alcançando o maior patamar em duas semanas, impulsionado pela queda do petróleo.
A moeda norte-americana registrou alta impulsionada pela desvalorização do petróleo, enquanto a bolsa brasileira avançou, sustentada por setores específicos e trégua geopolítica.
Dólar em alta
Nesta segunda-feira, o dólar à vista encerrou o dia negociado a R$ 5,113, registrando uma valorização de 0,62%. Este patamar representa o maior valor da moeda norte-americana em duas semanas, desde o dia 13 do mês corrente.
Apesar da alta diária, o dólar ainda acumula uma queda de 0,98% em julho e de 6,86% no ano de 2026. A desvalorização do real ocorreu em um contexto de recuo do petróleo, que tende a diminuir a atratividade da moeda brasileira ao impactar os termos de troca do país, um exportador líquido da commodity. Além disso, o mercado monitorou a expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), agendada para quarta-feira, e os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, somados ao cenário político doméstico.
Ibovespa em ascensão
Em contraste com o câmbio, a bolsa brasileira registrou um avanço. O Ibovespa subiu 0,74%, encerrando o pregão aos 175.334 pontos, com um volume financeiro de R$ 19,2 bilhões. O desempenho positivo foi impulsionado principalmente por ações de bancos e mineradoras, que compensaram a queda dos papéis ligados ao setor de petróleo.
A melhora no humor dos investidores foi atribuída ao anúncio de uma pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã, o que gerou expectativas de retomada das negociações diplomáticas. O mercado também manteve a atenção voltada para a reunião do Federal Reserve, que poderá indicar os próximos passos da política monetária norte-americana.
Petróleo em queda acentuada
Os contratos internacionais de petróleo sofreram uma correção significativa após a alta observada na semana anterior. O Brent, referência para a Petrobras, registrou queda de 6,33%, fechando o dia a US$ 85,87 por barril. O WTI, do Texas, recuou 7,50%, para US$ 82,61.
A desvalorização foi motivada pelo anúncio de uma pausa nos ataques dos Estados Unidos contra o Irã e pela perspectiva de retomada das negociações diplomáticas entre os dois países. O presidente estadunidense, Donald Trump, mencionou conversas com Teerã e a possibilidade de um acordo, o que temporariamente reduziu o prêmio de risco embutido nas cotações da commodity.
Cenário geopolítico e expectativas
Apesar do recuo expressivo nos preços do petróleo, o mercado permanece atento à situação no Oriente Médio. O Estreito de Ormuz continua operando com restrições, e as preocupações com a segurança das rotas marítimas de transporte de petróleo persistem, mantendo a volatilidade do produto elevada.
Além dos fatores geopolíticos, a expectativa pela decisão do Federal Reserve na quarta-feira é um ponto central para os investidores. As sinalizações sobre a política monetária dos Estados Unidos podem influenciar os mercados globais, incluindo o câmbio e a bolsa no Brasil.
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Acompanhe no PUJONE.COM os desdobramentos da decisão do Federal Reserve e as atualizações sobre o cenário geopolítico no Oriente Médio. Entenda como esses eventos continuarão a moldar o comportamento do dólar, do petróleo e da bolsa brasileira nos próximos dias.
Fonte e transparência
Esta matéria foi elaborada pelo PUJONE.COM a partir de informações publicadas por Agencia Brasil - Economia.
Fonte original: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/dolar-fecha-no-maior-valor-em-duas-semanas-com-queda-no-petroleo
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