Dólar tem leve alta no dia, mas fecha julho com queda acumulada de 1,82%
A moeda estadunidense registrou uma pequena valorização no último dia de julho, impulsionada por tensões no Oriente Médio e o fortalecimento global do dólar. Contudo, o mês fechou com uma desvalorização de quase 2% para a divisa. No mercado de ações, o Ibovespa teve alta de 0,47% na sexta-feira, alcançando 177.999 pontos, e acumulou um ganho de 3,47% em julho. O petróleo também apresentou forte valorização, com o Brent subindo 23,5% e o WTI 21,8% no mês, em meio à escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã.

O dólar encerrou a sexta-feira com leve alta de 0,13%, cotado a R$ 5,069, mas acumulou uma queda de 1,82% em julho, influenciado por fatores externos e internos.
Ibovespa avança 3,47% no mês e petróleo registra alta superior a 20% em julho
Câmbio: dólar fecha julho em queda apesar de leve alta diária
O dólar à vista encerrou a última sexta-feira de julho cotado a R$ 5,069, registrando uma pequena alta de 0,13% em relação ao fechamento anterior. Este movimento ocorreu após a definição da Ptax, a taxa de fim de mês utilizada para ajustar a dívida pública atrelada ao dólar e as reservas internacionais do país.
A valorização diária da moeda estadunidense foi impulsionada pela busca de investidores por ativos mais seguros, em um cenário de maior aversão ao risco global. Fatores como a piora das tensões no Oriente Médio, com novas declarações do presidente dos Estados Unidos sobre o conflito com o Irã e impasses na Faixa de Gaza, contribuíram para essa tendência. Além disso, a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro estadunidense, após dirigentes do Federal Reserve defenderem a elevação de juros, também sustentou o dólar.
Desempenho mensal do dólar e fatores de valorização do real
Apesar da alta pontual na sexta-feira, o dólar acumulou uma queda de 1,82% em julho, e no ano, a divisa recua 7,73%. Diversos fatores favoreceram o real ao longo do mês, contribuindo para a desvalorização da moeda americana no período.
Entre os principais elementos que impulsionaram o real estão a valorização do petróleo, beneficiando o Brasil como país exportador, o fluxo de investimento estrangeiro para o país e os juros brasileiros, que permanecem em patamares elevados e atraem investidores para operações de carry trade.
Ibovespa encerra sequência de perdas e petróleo dispara
O Ibovespa, principal índice da B3, fechou a sexta-feira em alta de 0,47%, atingindo 177.999 pontos, o maior fechamento desde 14 de maio. O índice acumulou um ganho de 3,47% em julho, interrompendo uma sequência de quatro meses consecutivos de perdas. Na semana, a alta foi de 2,27%, e a valorização em 2026 já alcança 10,47%.
No mercado de petróleo, os preços registraram forte alta em julho. O barril do Brent, referência internacional, fechou a US$ 87,93, com um aumento de 23,5% no mês. O WTI, do Texas, avançou para US$ 84,67, com ganho mensal de 21,8%. Essa valorização foi impulsionada pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã, com relatos de interceptação de navios-tanque e ataques militares na região.


