Antiga sede dos Correios no Rio de Janeiro vai a leilão
O imóvel, parte do conjunto arquitetônico da Praça XV e tombado em nível federal, será vendido em leilão online como parte do plano de reestruturação dos Correios. Órgãos de patrimônio destacam a importância da preservação e as responsabilidades do futuro comprador.

A antiga sede dos Correios no centro do Rio de Janeiro, um edifício histórico na Praça XV, será leiloada nesta quinta-feira com lance inicial de R$ 53,6 milhões.
Edifício histórico na Praça XV, tombado em nível federal, será ofertado com lance inicial de R$ 53,6 milhões em certame online.
Leilão de imóvel histórico dos Correios no Rio
A antiga sede dos Correios, localizada na Rua Primeiro de Março, no centro do Rio de Janeiro, será leiloada nesta quinta-feira. O imóvel, considerado um dos edifícios históricos da região da Praça XV, terá um valor inicial de R$ 53,6 milhões. O certame será conduzido exclusivamente pela internet, através da plataforma VIP Leilões, facilitando a participação de interessados de diversas localidades.
A venda do edifício ocorre em um momento de reestruturação dos Correios e gera debates sobre o futuro do prédio e sua integração ao conjunto histórico e cultural do centro da capital fluminense. A empresa informou que os certames para venda de imóveis são realizados exclusivamente em seu site. Caso não haja arrematação nas primeiras etapas, o valor poderá ser reduzido para R$ 47,8 milhões em rodadas subsequentes, buscando atrair mais compradores.
Significado arquitetônico e tombamento federal
O prédio está inserido no conjunto arquitetônico da Praça XV, que possui tombamento em nível federal, e se localiza próximo a importantes marcos como o Paço Imperial, a Igreja da Candelária, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e o Centro Cultural França-Brasil. Com aproximadamente 9 mil metros quadrados de área construída e um terreno de cerca de 1.585 metros quadrados, o edifício ocupa um quarteirão inteiro, delimitado pelas ruas Primeiro de Março, do Rosário, Visconde de Itaboraí e Travessa Tocantins.
Concebido ainda no período imperial e passando por ampliações ao longo de sua história, o imóvel é um marco urbano da Rua Primeiro de Março e integra uma paisagem que concentrou atividades administrativas, comerciais e financeiras da antiga capital brasileira. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) destaca que a edificação tem características dos antigos "palácios dos Correios", reforçando sua relevância cultural e arquitetônica.
Justificativa da venda e preocupações com o uso futuro
Os Correios informaram que a alienação do imóvel faz parte da revisão de sua carteira imobiliária e integra o plano de reestruturação da estatal. A racionalização de ativos ociosos ou subutilizados contribui para a redução de despesas de manutenção, viabiliza reinvestimentos em modernização e apoia o processo de reequilíbrio financeiro da empresa.


