CBV barra atletas trans em competições femininas de vôlei
A nova política da CBV, divulgada nesta sexta-feira, alinha-se a diretrizes internacionais e proíbe a participação de atletas transgênero em competições femininas de vôlei no Brasil.

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou que atletas trans não poderão mais competir em torneios femininos, impactando diretamente jogadoras como Tifanny Abreu.
Confederação Brasileira de Voleibol altera política de elegibilidade e impede participação de jogadoras transgênero.
Nova política da CBV para atletas trans
A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) divulgou nesta sexta-feira (14) uma nova política de elegibilidade para competições femininas, que impede a participação de jogadoras transgênero. Anteriormente, a confederação permitia que atletas trans competissem, desde que seus níveis de testosterona fossem mantidos abaixo de 5 nmol/L, seguindo as diretrizes da Federação Internacional de Medicina do Esporte (FIMS).
Esta mudança representa uma alteração significativa nas regras nacionais do vôlei. A CBV justificou a decisão afirmando que busca se adequar ao cenário regulatório internacional e garantir o alinhamento entre os critérios aplicáveis às competições nacionais e aqueles adotados por entidades como o Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Federação Internacional de Voleibol (FIVB).
Impacto na carreira de Tifanny Abreu
A nova determinação da CBV afeta diretamente a ponteira Tifanny Abreu, que atua pelo Osasco. Com a proibição, a atleta fica impedida de continuar jogando por seu clube em torneios femininos da modalidade. Tifanny Abreu não se manifestou sobre a decisão até a publicação da reportagem.
Em fevereiro, Tifanny Abreu já havia enfrentado uma tentativa de proibição de sua participação na Copa do Brasil de vôlei feminino por vereadores de Londrina, cidade-sede do torneio. Contudo, essa decisão foi posteriormente revertida por uma intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF).
Alinhamento com diretrizes internacionais
A CBV informou, por meio de nota, que a medida visa seguir os critérios da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI, publicada em março deste ano. Essa política restringe a elegibilidade na categoria feminina exclusivamente a atletas do sexo biológico feminino. A verificação da elegibilidade será realizada por meio de testagem e triagem do gene SRY, uma regra aprovada em setembro de 2025 e já incorporada pela FIVB na Liga das Nações.
O presidente da CBV, Radamés Lattari, declarou que a confederação buscou manter o alinhamento entre as regras nacionais e as vigentes para as competições internacionais, citando a mudança dos parâmetros internacionais e a responsabilidade institucional. Ele enfatizou que a decisão da CBV se adequa ao COI e equipara os campeonatos brasileiros aos internacionais.


