Chandra encontra objetos incomuns na galáxia do Cata-vento
A Nasa divulgou uma imagem da galáxia M101, também conhecida como galáxia do Cata-vento, obtida a partir de dados do observatório Chandra. Os objetos detectados em outras galáxias apresentam um padrão incomum de emissão: raios X de baixa energia acompanhados de ultravioleta intenso. Segundo a agência, os astrônomos sugerem que essas fontes podem ajudar a resolver duas questões de longa data da astrofísica.

O observatório de raios X Chandra, da Nasa, identificou objetos misteriosos que emitem raios X de energia incomumente baixa e, ao mesmo tempo, ultravioleta em níveis intensos.
Observatório de raios X da Nasa identificou fontes que emitem baixa energia em raios X e ultravioleta intenso; astrônomos sugerem que achado pode ajudar a responder duas questões antigas da astrofísica
O que o Chandra observou
O observatório de raios X Chandra, da Nasa, identificou objetos que emitem raios X de energia incomumente baixa, mas apresentam ultravioleta em níveis intensos. A detecção foi feita em outras galáxias, e uma delas, a M101, conhecida como galáxia do Cata-vento, aparece na imagem divulgada pela agência em 9 de setembro de 2026.
A imagem combina dados de raios X, captados pelo Chandra, com luz óptica registrada por telescópios espaciais. O processamento reuniu contribuições de instituições como a Universidade do Alabama e o Space Telescope Science Institute, além do próprio centro do Chandra.
Segundo a Nasa, os objetos recém-identificados não correspondem ao comportamento típico de fontes conhecidas nesses comprimentos de onda, o que motivou o interesse dos pesquisadores.
Por que o padrão de emissão chama atenção
A combinação de raios X de baixa energia com ultravioleta intenso é considerada incomum. Em geral, fontes que produzem ultravioleta forte também emitem raios X em faixas de energia mais altas, o que não ocorre nesses objetos.
Os astrônomos sugerem que as fontes recém-detectadas podem ajudar a resolver não uma, mas duas questões de longa data da astrofísica. A Nasa não detalhou quais são essas questões na nota divulgada.
A galáxia M101 serve como um dos casos estudados. Localizada a dezenas de milhões de anos-luz da Terra, ela é uma espiral vista de frente e já foi alvo de observações em diferentes comprimentos de onda.
O que ainda não se sabe
A natureza exata dos objetos detectados permanece em aberto. A Nasa informou que os astrônomos sugerem que eles podem ajudar a responder a questões antigas, mas não apresentou, na nota, uma explicação fechada para o fenômeno.
Também não foram divulgados números sobre a quantidade de objetos encontrados, sua distribuição nas galáxias observadas ou o período em que as observações foram feitas.
A agência indicou que mais informações sobre a descoberta estão disponíveis em material complementar, sem detalhar o conteúdo.


