Ciclone bomba: entenda o fenômeno meteorológico que pode atingir o Sul do Brasil
A passagem de um sistema de baixa pressão sobre o norte da Argentina e Paraguai pode originar um ciclone extratropical mais intenso, conhecido como ciclone bomba. Este fenômeno é caracterizado por uma rápida queda na pressão atmosférica, resultando em tempestades severas e ventos fortes, especialmente no litoral do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Um sistema de baixa pressão pode evoluir para um ciclone bomba no Sul do Brasil, com previsão de ventos acima de 60 km/h na costa e tempestades intensas.
Sistema de baixa pressão com queda acentuada na pressão atmosférica pode gerar tempestades intensas e ventos fortes na região.
O que é um ciclone bomba
A passagem de um sistema de baixa pressão sobre o norte da Argentina e o Paraguai pode dar origem a um ciclone extratropical com características mais intensas, conhecido como ciclone bomba. Este fenômeno, cientificamente denominado ciclogênese explosiva, é marcado por uma rápida e acentuada diminuição da pressão atmosférica, o que o distingue de ciclones extratropicais comuns por sua capacidade de gerar condições climáticas extremas.
Para que um ciclone seja classificado como "bomba", ele precisa apresentar uma queda na pressão atmosférica de, no mínimo, 24 hPa (milibares) em um período de 24 horas. O milibar é a unidade padrão utilizada para medir a pressão atmosférica, e essa queda abrupta é o principal indicador da intensidade e do potencial destrutivo do fenômeno, sinalizando uma rápida organização e fortalecimento do sistema.
Como se forma o fenômeno
A formação de um sistema de baixa pressão, que pode evoluir para um ciclone bomba, ocorre quando uma massa de ar muito fria se aproxima de uma massa de ar quente. A significativa diferença de temperatura entre essas duas massas provoca uma rápida diminuição da pressão na região de contato, criando um desequilíbrio atmosférico que é o gatilho para a formação de um ciclone.
No caso específico do ciclone bomba, a intensidade da diferença de temperatura é crucial para sua rápida formação e fortalecimento. A massa de ar frio, por ser mais densa, avança por baixo da massa de ar quente, forçando o ar quente a subir rapidamente. Essa ascensão intensa do ar quente é o que gera a formação de nuvens densas e tempestades severas. Quanto maior a diferença de temperatura entre as massas de ar, mais intensa será essa ascensão e, consequentemente, as tempestades resultantes.
A previsão é que essa intensificação, levando à formação do ciclone bomba, ocorra na região entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul, no Brasil. A interação dessas massas de ar sobre essa área geográfica específica, combinada com as condições atmosféricas favoráveis, cria o ambiente propício para o desenvolvimento acelerado do fenômeno.
Previsão de impactos no Sul do Brasil
As consequências diretas da formação de um ciclone bomba incluem tempestades mais intensas, acompanhadas de descargas elétricas e a possibilidade de ocorrência de granizo. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), se as previsões se confirmarem, esses eventos climáticos extremos devem ocorrer a partir de quinta-feira (6) e se estender até sábado (8), exigindo atenção das autoridades e da população.


