Colômbia busca sobreviventes após terremoto devastador
Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia, causando pânico, mortes e destruição. Equipes de resgate e voluntários trabalham na busca por sobreviventes, enquanto o governo declara estado de desastre nacional e a comunidade internacional oferece ajuda.

A Colômbia iniciou a busca por sobreviventes um dia após o terremoto mais forte da última década, que deixou ao menos 132 mortos e 570 feridos, além de destruir dezenas de edifícios.
O país mobiliza esforços de resgate um dia depois do sismo de magnitude 7,4 que deixou centenas de mortos e feridos, além de vasta destruição em cidades do oeste colombiano.
Impacto inicial e busca por sobreviventes
A Colômbia iniciou nesta terça-feira a corrida contra o tempo para encontrar sobreviventes do terremoto de magnitude 7,4, o mais forte a atingir o país na última década. O sismo, ocorrido na segunda-feira, provocou pânico e levou milhares de pessoas às ruas em cidades como Medellín e Cali, onde os tremores foram intensamente sentidos.
As primeiras estimativas da agência AFP indicam ao menos 132 mortos e 570 feridos, com dezenas de edifícios destruídos. Um balanço da Reuters, por sua vez, aponta para 164 mortes. Em Cali, uma das cidades mais afetadas, socorristas e voluntários trabalham na remoção de escombros, muitos deles com as próprias mãos, na esperança de resgatar pessoas presas sob os destroços.
Declaração de desastre e danos generalizados
O presidente Abelardo de la Espriella, empossado há apenas três dias, declarou estado de desastre nacional e prometeu uma ampla operação de resgate. A Asocapitales, organização que reúne as principais cidades colombianas, informou que centenas de edifícios desabaram e que sete aeroportos tiveram suas operações suspensas inicialmente, embora o aeroporto de Cali já tenha sido reaberto.
Somente em Cali, cidade com cerca de 2,2 milhões de habitantes, 188 pessoas estavam desaparecidas na noite de segunda-feira, e o balanço provisório de vítimas era de 85 mortos. A destruição atingiu até mesmo um hospital, onde parte dos andares superiores, incluindo áreas de pediatria, desabou, deixando pacientes presos. Cerca de 600 doentes foram transferidos e passaram a ser atendidos em uma rua coberta de destroços.
Solidariedade internacional e contexto regional
Diante da gravidade da tragédia, mensagens de solidariedade e ofertas de ajuda chegaram de diversas partes do mundo. Países latino-americanos, incluindo o Brasil, além de Israel, Espanha e França, manifestaram apoio. A União Europeia anunciou a mobilização de sistemas de satélites e destinou 100 mil euros à Cruz Vermelha Colombiana para auxiliar cerca de 2.500 famílias em Chocó. Os Estados Unidos também prometeram ajuda emergencial de US$ 15,5 milhões.
O tremor foi sentido em países vizinhos como Equador, Panamá e Venezuela. A região está localizada no Círculo de Fogo do Pacífico, uma área de intensa atividade sísmica. O Serviço Geológico Colombiano registrou 47 réplicas do terremoto até o fim da tarde de segunda-feira, com epicentro próximo a San José del Palmar, em Chocó. Apesar de a Venezuela ter sido atingida por sismos recentes, não há conexão comprovada entre os eventos nos dois países, que resultaram de movimentos de placas tectônicas distintas.


