Engenheiros do Curiosity são homenageados por trabalho essencial na missão em Marte
Cientistas da missão Curiosity da NASA destacam o papel fundamental dos engenheiros na operação do rover em Marte. Eles são responsáveis por posicionar instrumentos como o APXS para análise química, planejar rotas seguras em terrenos complexos e executar perfurações para coleta de amostras, garantindo o sucesso contínuo da exploração do Monte Sharp.

A equipe de engenheiros do rover Curiosity garantiu a análise de cinco alvos rochosos e a navegação segura por mais de 37 quilômetros em Marte, superando desafios do terreno.
A equipe de engenharia do rover Curiosity é destacada por sua atuação crucial na análise de rochas, navegação e perfuração no solo marciano.
O papel vital dos engenheiros na exploração marciana
Lucy Thompson, cientista sênior da Universidade de New Brunswick e líder de uplink do instrumento APXS, destaca a colaboração diária com os engenheiros do rover Curiosity. Ela enfatiza que o sucesso das operações científicas em Marte depende diretamente da expertise e do planejamento meticuloso desses profissionais, que garantem a segurança e a eficácia na utilização dos instrumentos do rover.
O instrumento APXS, localizado na extremidade do braço robótico do Curiosity, é crucial para medir a composição química de rochas e materiais. Para cada análise, os engenheiros avaliam a segurança do local e sequenciam os movimentos do braço para posicionar o APXS e o MAHLI (câmera de close-up) com precisão, mesmo em terrenos com relevo variado e poeira.
Análise química e navegação em terreno desafiador
Recentemente, a equipe enfrentou condições de trabalho desafiadoras, com superfícies empoeiradas e irregulares. Apesar disso, os engenheiros conseguiram identificar e preparar cinco alvos rochosos de interesse, permitindo a coleta de dados composicionais e imagens de alta qualidade. Isso é fundamental para rastrear mudanças químicas e ambientes de deposição enquanto o rover sobe o Monte Sharp.
Além da análise de rochas, os engenheiros são responsáveis por planejar as rotas de condução do Curiosity, avaliando o terreno para evitar perigos como blocos rochosos que podem danificar as rodas, áreas de areia onde o rover pode atolar e inclinações íngremes. Graças a essa expertise, o Curiosity já percorreu mais de 37 quilômetros e subiu mais de 1,35 quilômetros em elevação.
Superando obstáculos na perfuração e coleta de amostras
A capacidade de perfuração do Curiosity também é mantida pelos engenheiros, que garantem a execução segura e bem-sucedida das atividades. Eles são encarregados de sequenciar os movimentos do braço para entregar as amostras perfuradas aos instrumentos internos CheMin e SAM. Um desafio significativo ocorreu em 2016, quando a falha de um motor exigiu uma reconfiguração completa do sistema de perfuração.
Essa reconfiguração demandou quase um ano e meio de trabalho intensivo nos bastidores do JPL antes que as operações pudessem ser retomadas. Desde então, o Curiosity perfurou com sucesso mais de 20 alvos rochosos. Esse feito demonstra a resiliência e a engenhosidade da equipe em manter a missão ativa e produtiva, mesmo diante de falhas inesperadas de equipamento.


