Fenômeno raro de "arco-íris de fogo" é registrado na Virgínia Ocidental
A imagem de um arco circum-horizontal, que se assemelha a chamas coloridas no céu, foi capturada em 2021 e divulgada pela NASA, detalhando as condições específicas para sua formação.

Um raro fenômeno óptico atmosférico, conhecido como "arco-íris de fogo", foi registrado na Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos, e explicado pela NASA.
A NASA destacou uma imagem de um arco circum-horizontal, popularmente conhecido como "arco-íris de fogo", capturada em 2021.
O que é um "arco-íris de fogo"?
Um fenômeno óptico atmosférico de rara beleza, conhecido informalmente como "arco-íris de fogo", foi recentemente destacado pela NASA em sua seção Astronomy Picture of the Day (APOD). Cientificamente denominado arco circum-horizontal, este espetáculo visual se manifesta como um arco colorido que se estende paralelamente ao horizonte, exibindo uma aparência flamejante devido à sua forma e à intensidade das cores. A imagem em questão, que capturou a atenção da agência espacial, foi registrada em 2021, nas proximidades da North Fork Mountain, localizada na Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos.
Para que um arco circum-horizontal se torne visível no céu, uma série de condições atmosféricas e de iluminação precisa ser atendida. Primeiramente, o Sol deve estar posicionado a uma altura considerável, pelo menos 58 graus acima do horizonte. Além disso, é imprescindível a presença de nuvens cirrus, que são nuvens altas e finas compostas por cristais de gelo, como as do tipo cirrus fibratus, localizadas na atmosfera inferior. A combinação desses fatores é o que permite a refração da luz solar de uma maneira muito específica e organizada.
A ciência por trás do fenômeno
A formação do "arco-íris de fogo" é um fascinante exemplo da física da luz em ação na atmosfera terrestre. O fenômeno ocorre quando a luz solar incide sobre os minúsculos cristais de gelo que compõem as nuvens cirrus. Esses cristais atuam como pequenos prismas naturais, decompondo a luz branca do Sol em seu espectro de cores constituintes, de forma análoga ao processo que gera um arco-íris comum, mas com uma geometria e intensidade distintas.
A peculiaridade e a raridade do arco circum-horizontal residem na orientação precisa desses cristais de gelo. Para que o efeito seja visível, os inúmeros cristais, que possuem uma estrutura hexagonal e plana, devem estar alinhados horizontalmente em relação ao solo. Essa disposição específica é crucial, pois permite que a luz solar seja refratada de maneira coletiva e uniforme através de suas faces, criando o arco colorido e a aparência flamejante que caracterizam este fenômeno óptico atmosférico.
Um espetáculo raro no céu
A observação de um arco circum-horizontal é considerada um evento relativamente incomum, justamente pela rigorosa combinação de fatores necessários para sua manifestação. A elevação solar adequada, a presença de nuvens cirrus no local certo e, principalmente, o alinhamento horizontal preciso dos cristais de gelo são condições que nem sempre ocorrem simultaneamente. Isso torna cada registro, como o da Virgínia Ocidental, um momento especial para os observadores do céu.


