Israel rejeita plano de paz para Gaza e exige desarmamento total do Hamas
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo (9) a rejeição do país à fase final do plano de paz para Gaza, que contava com o apoio do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Netanyahu afirmou que as Forças de Defesa de Israel permanecerão no território até que o Hamas esteja efetivamente desarmado, exigindo a entrega e destruição de todo o arsenal do grupo.

Israel rejeitou a etapa final de um plano de paz para a Faixa de Gaza, apoiado pelos Estados Unidos, e condicionou a retirada de suas tropas ao desarmamento completo do Hamas.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu condiciona a retirada das tropas israelenses da Faixa de Gaza ao desarmamento completo do grupo islamista, rejeitando a etapa final de um plano de paz mediado pelos Estados Unidos.
Israel rejeita documento de paz e mantém exigência
Neste domingo (9), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou a rejeição do país à etapa final do plano de paz para a Faixa de Gaza, que havia sido apoiado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante uma reunião de gabinete, Netanyahu declarou que as Forças de Defesa de Israel não se retirarão do território enquanto o Hamas não for efetivamente desarmado.
O premiê enfatizou que Israel não realizará nenhuma retirada gradual e que as tropas continuarão a neutralizar ameaças contra as forças e cidadãos israelenses. A posição de Israel é de que o grupo islamista deve entregar e destruir todo o seu arsenal, sem aceitar uma retirada paralela ao processo de desarmamento.
Detalhes do plano e objeções israelenses
A proposta rejeitada por Israel integra a fase final de um cessar-fogo estabelecido em outubro, com mediação dos Estados Unidos. O documento previa que o Hamas entregasse suas armas a uma autoridade palestina responsável por governar Gaza, em troca de uma retirada gradual das tropas israelenses do território.
No entanto, o governo israelense se opõe a qualquer retirada que não seja precedida pelo desarmamento completo do Hamas. Na semana anterior, após um encontro com Netanyahu, o Conselho de Paz para Gaza, organismo apoiado por Trump, já havia indicado que a retirada israelense só ocorreria após um desarmamento "completo" do Hamas.
Hamas aceita entregar armas, mas conflito persiste
Em contraste com a postura israelense, o Hamas reafirmou no sábado (8) sua disposição em avançar com a última fase do acordo. O grupo informou aos mediadores que aceita entregar suas armas a um comitê de governo palestino em Gaza, desde que Israel também cumpra os termos previstos e inicie a implementação da segunda etapa do plano.
Uma autoridade do Hamas confirmou que o movimento e outras facções palestinas comunicaram aos mediadores sua prontidão para aplicar o acordo e prosseguir para a segunda fase. O grupo também solicitou que o governo americano pressione Israel a honrar os compromissos assumidos. Apesar da trégua, as operações militares israelenses continuam em Gaza, com relatos de feridos por disparos do Exército israelense e um balanço de 1.257 palestinos mortos desde o início do cessar-fogo em outubro do ano passado, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.


