Julho de 2026: calor extremo e seca avançam globalmente, alerta Copernicus
O Serviço Copernicus para as Alterações Climáticas (C3S) divulgou dados que confirmam o avanço do calor extremo e da seca em escala global em julho de 2026. A Europa Ocidental experimentou o início de verão mais quente desde o começo das medições, com ondas de calor, seca generalizada e incêndios de grandes proporções. Os oceanos também registraram temperaturas recordes, e o fenômeno El Niño contribui para o cenário de aquecimento.

Julho de 2026 empatou com julho de 2024 como o segundo mês mais quente já registrado globalmente, segundo o Serviço Copernicus para as Alterações Climáticas.
Europa Ocidental registra o início de verão mais quente da história, enquanto temperaturas recordes afetam oceanos e diversas regiões do planeta, intensificando secas e incêndios.
Recordes de temperatura na Europa e no mundo
Julho de 2026 marcou um período de calor intenso em escala global, empatando com julho de 2024 como o segundo mês mais quente já registrado. Este cenário foi impulsionado pelo aquecimento global, conforme dados divulgados pelo Serviço Copernicus para as Alterações Climáticas (C3S). A Europa Ocidental, em particular, experimentou o início de verão mais quente desde o começo das medições, com os meses de junho e julho batendo recordes de temperatura.
A temperatura média de junho e julho na Europa Ocidental atingiu 21,62°C, superando o recorde anterior de 2022. Junho foi o mês mais quente já registrado na região, e julho ficou em segundo lugar entre os julhos mais quentes, com uma média de 22,48°C, 2,53°C acima da média de 1991-2020. Desde maio, a região enfrentou quatro episódios de calor extremo, dois deles em julho.
Seca generalizada e seus impactos
As ondas de calor contribuíram para uma seca generalizada em países como França, Espanha e partes da Alemanha e do Reino Unido. A umidade do solo na Europa Ocidental em julho ficou significativamente abaixo dos níveis de 2022, ano que também registrou uma forte seca. Este cenário demonstra como as mudanças climáticas podem intensificar eventos extremos, com calor e seca se reforçando mutuamente.
Os efeitos da seca foram sentidos nos rios, com vazões excepcionalmente baixas no Sena, Reno e Danúbio. Esta situação aumentou a pressão sobre o abastecimento de água, a agricultura, os ecossistemas aquáticos, o transporte fluvial e a produção de energia. O calor e a seca também criaram condições favoráveis para uma temporada de incêndios severa, com cerca de 42 mil hectares destruídos na região de Bordeaux, na França, e 44 mil hectares na província de Ávila, na Espanha.
Fenômenos climáticos em outras regiões
O problema do calor e da seca não se restringiu à Europa Ocidental. Grande parte da Europa Central e Oriental também registrou condições mais secas do que a média em julho, com temperaturas extremas e incêndios reduzindo as vazões dos rios. Fora da Europa, áreas como o norte do Canadá, centro dos Estados Unidos, Magrebe, Chifre da África, Sibéria, centro-sul da Ásia e interior da China também enfrentaram condições mais secas que o normal.


