Julho de 2026 foi o mês mais quente e um dos mais secos já registrados na França
A agência meteorológica francesa Météo-France divulgou que julho de 2026 foi o mês mais quente e um dos mais secos da história do país, com uma temperatura média de 24,9°C e um déficit de chuvas de quase 70%. O período foi marcado por ondas de calor intensas, seca recorde e incêndios florestais devastadores, como o que atingiu a região de Bordeaux.

Julho de 2026 registrou a temperatura média de 24,9°C na França, tornando-o o mês mais quente já documentado e um dos mais secos desde 1900.
A Météo-France confirmou que a temperatura média de 24,9°C superou recordes anteriores, com desvio de 3,8°C acima da média histórica, e o país enfrentou seca severa e incêndios florestais.
Julho de 2026: um mês de recordes climáticos na França
Julho de 2026 foi o mês mais quente já registrado na França, de acordo com a agência meteorológica Météo-France. A temperatura média mensal alcançou 24,9°C, superando os recordes anteriores de agosto de 2003 (24,8°C) e julho de 2006 (24,4°C). Este valor representa um desvio de 3,8°C acima da média do período de referência de 1991-2020, configurando uma das maiores anomalias térmicas observadas no país.
Além do calor extremo, julho de 2026 também se destacou como um dos meses mais secos desde o início das medições em 1900. O déficit de chuvas atingiu quase 70%, agravando a seca superficial dos solos que já vinha sendo observada nos meses anteriores. No final de julho, os níveis de umidade do solo eram comparáveis aos mais baixos já registrados em meados de agosto de 2022.
Ondas de calor mais frequentes e intensas
O mês de julho de 2026 foi marcado por duas ondas de calor significativas. A primeira ocorreu entre 4 e 19 de julho, sendo a terceira mais longa já registrada na França. A segunda teve início em 28 de julho e ainda estava em curso na data da publicação. A Météo-France ressalta que mais da metade das 54 ondas de calor documentadas no país ocorreram nos últimos 15 anos, indicando uma tendência de aumento na frequência e intensidade desses eventos.
A agência meteorológica atribui essa intensificação às mudanças climáticas, que fazem com que esses episódios comecem mais cedo na estação e atinjam temperaturas cada vez mais elevadas. Outros países europeus, como Hungria, Áustria e Grécia, também enfrentaram calor intenso em julho, com temperaturas próximas ou superiores a 40°C. A França já havia registrado quatro episódios de calor intenso desde o final de maio, incluindo um evento severo em junho.
Impacto da seca e incêndios florestais
A combinação da seca recorde com o calor intenso teve graves consequências, especialmente para a agricultura e para o risco de incêndios. No final de julho, um megaincêndio devastou aproximadamente 42 mil hectares na região de Bordeaux, na Gironda, resultando na evacuação de mais de 220 mil pessoas. A magnitude desse incêndio não era vista na França continental e na Córsega desde agosto de 1949.


