Justiça do Rio revoga prisão preventiva de rapper
A Justiça do Rio de Janeiro revogou a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam. A decisão, proferida pela juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital, desclassificou a acusação de tentativa de homicídio para lesão corporal leve. O processo refere-se a um incidente em julho de 2025, quando o artista e outros foram denunciados por arremessar pedras contra policiais civis. Apesar da revogação da prisão, Oruam deverá cumprir medidas cautelares, como comparecimento mensal em juízo, recolhimento domiciliar noturno e proibição de frequentar o Complexo do Alemão.

A Justiça do Rio de Janeiro revogou a prisão preventiva do rapper Oruam, desclassificando a acusação de tentativa de homicídio para lesão corporal leve.
Decisão judicial desclassifica acusação de tentativa de homicídio para lesão corporal leve contra Oruam, impondo medidas cautelares
Revogação da prisão e nova tipificação
A Justiça do Rio de Janeiro revogou a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam. A decisão foi proferida pela juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital, que reclassificou a acusação de tentativa de homicídio para lesão corporal leve. Esta mudança na tipificação do crime foi fundamental para a alteração da situação jurídica do artista.
A magistrada determinou que, em virtude da nova classificação do delito, o processo seja transferido para uma das varas criminais comuns da capital. A 3ª Vara Criminal, onde o caso tramitava inicialmente, possui competência exclusiva para julgar crimes dolosos contra a vida. A juíza argumentou que não havia base legal para manter a prisão preventiva, uma vez que os crimes remanescentes não justificam tal medida cautelar.
O incidente que originou o processo
O processo judicial contra Oruam e outros indivíduos refere-se a um episódio ocorrido em 22 de julho de 2025. Naquela data, o rapper e outras pessoas foram denunciados por arremessar pedras contra policiais civis. O incidente aconteceu em frente à residência do artista, localizada no bairro do Joá, na zona oeste do Rio de Janeiro.
Na ocasião, os agentes da polícia civil estavam cumprindo mandados de busca e apreensão. O alvo dos mandados era um adolescente que, segundo informações policiais, estaria escondido no imóvel. A ação policial resultou na denúncia contra Oruam e os demais envolvidos pelo ataque aos oficiais.
Medidas cautelares impostas ao rapper
Apesar da revogação da prisão preventiva, o rapper Oruam terá que cumprir uma série de medidas cautelares determinadas pela Justiça. Entre as obrigações impostas estão o comparecimento mensal em juízo, o recolhimento domiciliar no período noturno, especificamente das 20h às 6h, e a proibição de frequentar o Complexo do Alemão.
Essas medidas visam garantir a ordem pública e a aplicação da lei, mesmo com a concessão da liberdade provisória. A decisão judicial busca equilibrar o direito à liberdade do acusado com a necessidade de monitoramento e restrições para o bom andamento do processo.
Situação dos demais denunciados
Os outros indivíduos denunciados no mesmo processo — Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos — continuarão submetidos às medidas cautelares que já haviam sido impostas anteriormente. A magistrada responsável pelo caso não identificou descumprimento das determinações judiciais por parte deles.


