Nasa premia equipe do MIT com US$ 775 mil em desafio de reciclagem para missões espaciais
O projeto CERBERUZ, do MIT, venceu a fase 2 do desafio LunaRecycle da Nasa, que busca soluções para reciclar materiais como tecidos, plásticos e metais em missões lunares e de espaço profundo. A equipe recebeu US$ 775 mil e também levou prêmios nas duas categorias da competição.

A Nasa anunciou nesta sexta-feira (28) o time do MIT como vencedor da fase 2 do desafio LunaRecycle, com prêmio total de US$ 775 mil.
Projeto vencedor transforma lixo misto em pó para impressão 3D e injeção de peças, visando reduzir resíduos na Lua e no espaço profundo.
Vencedor do desafio
A Nasa anunciou nesta sexta-feira (28) a equipe do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) como vencedora do primeiro prêmio da fase 2 do desafio LunaRecycle. A competição busca soluções para reduzir o desperdício em missões à Lua ou ao espaço profundo, reciclando materiais comuns como tecidos, plásticos, espuma e metais.
O projeto vencedor, chamado CERBERUZ, é formado por estudantes de graduação, pós-graduação e doutorado do MIT. A equipe recebeu um total de US$ 775 mil em prêmios. A tecnologia desenvolvida tritura o lixo misto até virar um pó fino, reaproveitando materiais como a espuma Zotek como reforço, em vez de tratá-los como contaminação que precisa ser separada. Esse pó é então usado como matéria-prima para fabricar peças por injeção ou filamento para impressão 3D.
O time do MIT venceu tanto na trilha de desenvolvimento de protótipos quanto na trilha focada em modelos virtuais, conhecidos como 'gêmeos digitais', dos sistemas de reciclagem.
Outros premiados
Além do vencedor, nove equipes receberam prêmios na fase 2. Na trilha de protótipos, o segundo lugar geral (US$ 225 mil) foi para a Terasynth, de Orlando, Flórida, com o sistema Lunar Re-Forge. O prêmio de Mais Inovador (US$ 50 mil) foi para a RECLAIM, da Universidade Estadual da Pensilvânia, com o sistema de extração e conversão de recursos com micro-ondas. A Cislune, de Rosemead, Califórnia, ganhou o prêmio de Maior Eficiência de Massa (US$ 50 mil) com o sistema CRAFTER. Já a equipe Lovegrove, da Universidade Bob Jones, na Carolina do Sul, levou o prêmio de Mais Tipos de Lixo Reciclados (US$ 50 mil) com o LunaBrix.
Na trilha de gêmeos digitais, o segundo lugar geral (US$ 125 mil) foi para a Moon Made, de Boulder, Colorado, com o Fiber Forge. O prêmio de Mais Inovador (US$ 25 mil) foi novamente para a RECLAIM, da Penn State. O prêmio de Melhor Visualização (US$ 25 mil) foi para a Waste Parrot Technologies, de Nova York. E o prêmio de escolha do público (US$ 25 mil) foi para a Terasynth, de Orlando.
Sobre o desafio
O LunaRecycle é uma competição de US$ 3 milhões em duas fases, em parceria com a Faculdade de Engenharia Lee J. Styslinger Jr. da Universidade do Alabama. A fase 2 exigiu que equipes dos EUA apresentassem um protótipo, com um gêmeo digital opcional servindo como modelo virtual. Catorze equipes finalistas de todo o país se reuniram na Universidade do Alabama, em Tuscaloosa, de 24 a 28 de agosto, para demonstrar seus protótipos.


