Sabesp reduz período de restrição no consumo de água
A Sabesp informou que a Gestão de Demanda Noturna (GDN) na Grande São Paulo terá seu período de duração reduzido de dez para oito horas diárias. A mudança, que entra em vigor esta semana, significa que a pressão reduzida da água ocorrerá das 21h às 5h. A decisão foi motivada pela melhora nas condições de captação dos mananciais, impulsionada por chuvas acima do esperado.

A Sabesp anunciou a redução do período diário de pressão reduzida da água na Grande São Paulo de dez para oito horas, com a Gestão de Demanda Noturna ocorrendo das 21h às 5h.
Medida na Grande São Paulo diminui a Gestão de Demanda Noturna de dez para oito horas diárias
Alívio na gestão de demanda noturna
A Sabesp anunciou que, a partir desta semana, o período de pressão reduzida da água na Grande São Paulo será diminuído. A medida, conhecida como Gestão de Demanda Noturna (GDN), passará de dez para oito horas diárias. Com a alteração, a restrição no abastecimento ocorrerá entre 21h e 5h, representando uma redução de duas horas no tempo em que a pressão da água é afetada.
A decisão da empresa é justificada pela melhora nas condições de captação de água nos mananciais que abastecem a região metropolitana. Segundo a Sabesp, as chuvas recentes superaram as expectativas para o período, contribuindo para um cenário hídrico mais favorável e permitindo o alívio parcial das restrições impostas anteriormente.
Entenda a Gestão de Demanda Noturna
A Gestão de Demanda Noturna (GDN) foi implementada na Grande São Paulo no início de julho, como uma estratégia para economizar os recursos hídricos disponíveis. A medida consiste na redução da distribuição de água durante o período noturno, visando preservar os níveis dos reservatórios em momentos de menor consumo e garantir a sustentabilidade do abastecimento.
A instauração da GDN foi uma resposta direta ao início do período de estiagem, que provocou uma queda significativa no volume útil de água do Sistema Cantareira. Este manancial é de vital importância, pois é responsável pelo abastecimento de aproximadamente metade da população da Grande São Paulo. A restrição afeta principalmente residências que não possuem caixa d'água ou que contam com capacidade limitada de armazenamento, tornando-as mais vulneráveis à interrupção do fluxo.
Cenário do Sistema Cantareira
Em 30 de junho, o Sistema Cantareira registrou um volume útil de 39,87%. Esse índice foi determinante para que o sistema iniciasse a operação 3 – Alerta, um protocolo que prevê uma redução na retirada de água para 27 metros cúbicos por segundo. Esta medida é acionada sempre que o volume útil do reservatório principal estiver abaixo de 40%, indicando um nível de atenção para a gestão hídrica.
Apesar da melhora nas condições gerais dos mananciais que permitiram o alívio da GDN, o Sistema Cantareira ainda apresenta baixos índices de captação. Na última sexta-feira, o volume registrado foi de 36,67% do seu total, indicando uma leve queda em relação ao mês de junho. Este cenário reforça a necessidade de monitoramento contínuo e gestão cuidadosa dos recursos hídricos na região.


