Trump decide reduzir manobras militares com Coreia do Sul
A decisão de Donald Trump de diminuir a presença americana nas manobras militares conjuntas com a Coreia do Sul foi divulgada em sua rede social. O presidente americano justificou a medida pela sua "boa relação" com o líder norte-coreano Kim Jong-un e pelo alto custo das operações, que Pyongyang considera uma provocação.

Donald Trump anunciou a redução "considerável" da participação dos Estados Unidos em exercícios militares anuais com a Coreia do Sul, iniciados nesta segunda-feira.
Presidente americano justifica a medida citando sua relação com Kim Jong-un e os custos das operações conjuntas.
Anúncio de Trump e suas justificativas
Donald Trump utilizou sua rede social, Truth Social, para comunicar a decisão de "reduzir consideravelmente" a participação dos Estados Unidos nos exercícios militares anuais com a Coreia do Sul. O anúncio foi feito no mesmo dia em que as manobras conjuntas tiveram início, nesta segunda-feira, 17 de agosto de 2026. Esta decisão se soma a uma série de posicionamentos de Trump considerados constrangedores para aliados históricos dos EUA desde seu retorno à Casa Branca em 2025.
Entre as razões apresentadas pelo presidente americano para a diminuição do envolvimento, destacam-se sua "boa relação" com o líder norte-coreano Kim Jong-un e o elevado custo financeiro das operações. Trump criticou os exercícios, afirmando que são "caros" e "enviam um sinal inadequado e hostil" a Pyongyang. Em sua postagem, ele se referiu a si mesmo na terceira pessoa, avaliando que, desde que "Trump é presidente, o regime de Pyongyang não se mostra ameaçador e é respeitoso".
Reação de Seul e detalhes das manobras
Em resposta ao comunicado de Trump, a presidência sul-coreana declarou que o país continuará a "coordenar estreitamente" com os Estados Unidos os exercícios militares conjuntos. Seul expressou a expectativa de que a relação pessoal entre Donald Trump e Kim Jong-un possa abrir caminho para um "diálogo construtivo" e novas negociações, favorecendo a resolução da "questão norte-coreana".
A edição deste ano dos exercícios, batizada de "Ulchi Freedom Shield", tem duração prevista de 11 dias. As manobras deveriam mobilizar inicialmente cerca de 18 mil soldados sul-coreanos, além de parte dos 28.500 militares americanos estacionados na Coreia do Sul. O Ministério da Defesa sul-coreano confirmou que os exercícios começaram "como previsto", visando fortalecer a defesa contra a Coreia do Norte, que possui armas nucleares e realiza frequentes testes de mísseis.
Novas ameaças e preocupações regionais
As operações anuais também visam avaliar a experiência adquirida pelas tropas norte-coreanas após sua participação ao lado do exército russo na guerra da Ucrânia. O coronel Ryan Donald, porta-voz do Comando Combinado das Forças dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, elencou como novas ameaças de Pyongyang o aprendizado do uso de drones, de ataques cibernéticos e de interferência em sistemas de GPS. Recentemente, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky acusou a Coreia do Norte de preparar o envio de entre 30 mil e 50 mil soldados adicionais para apoiar as forças russas.


