Bombeiros do RJ alertam para uso de equipamentos de segurança por motociclistas
Em meio a um cenário de alta incidência de acidentes com motocicletas, o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro reforça a necessidade do uso correto de equipamentos de proteção, com foco no capacete fechado. A corporação aponta que escolhas simples podem reduzir a gravidade das lesões e salvar vidas.

O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro registrou 21.657 colisões envolvendo motocicletas entre janeiro e julho de 2026, evidenciando a urgência da segurança.
Corporação destaca a importância do capacete fechado e da condução defensiva diante do alto número de acidentes no estado.
Elevado número de acidentes com motocicletas no RJ
O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro emitiu um alerta aos motociclistas sobre a importância crucial do uso correto dos equipamentos de proteção, com destaque para o capacete fechado. A corporação enfatizou que escolhas aparentemente simples no dia a dia podem ter um impacto significativo na redução da gravidade das lesões e, consequentemente, na preservação de vidas, em um cenário de alta incidência de acidentes envolvendo motos.
Os números apresentados pelos bombeiros evidenciam a dimensão do problema no estado. Entre 1º de janeiro e 26 de julho de 2026, a corporação foi acionada para atender a 21.657 colisões envolvendo motocicletas. Desse total alarmante, 16.202 ocorrências foram colisões diretas entre motos e carros, indicando um conflito frequente entre esses dois tipos de veículos nas vias.
No mesmo período analisado, o Corpo de Bombeiros do Rio também registrou 10.127 quedas de motocicletas e 1.858 atropelamentos causados por motos. Além dessas categorias, foram atendidas ocorrências envolvendo motocicletas com caminhões, ônibus, bicicletas, postes, muros, trens, Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e outros obstáculos, demonstrando a diversidade de situações de risco.
A proteção essencial do capacete fechado
Entre as orientações mais enfáticas da corporação está a utilização do capacete fechado e devidamente afivelado. Embora o modelo aberto seja frequentemente escolhido por motociclistas devido à maior ventilação e ao menor custo, estudos recentes apontam que aproximadamente 45% dos impactos em acidentes com motocicletas atingem diretamente a região do rosto e do queixo do condutor, tornando essa área particularmente vulnerável.
O capacete fechado, por sua vez, possui uma estrutura frontal robusta, especificamente projetada para absorver uma parte significativa da energia gerada em uma colisão. Essa característica é fundamental para reduzir drasticamente o risco de lesões graves na face, que podem ser permanentes e debilitantes, protegendo áreas vitais da cabeça.
O tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, reforçou essa perspectiva, explicando que o capacete fechado vai além da estética, sendo uma peça de engenharia de proteção. Ele alertou que, apesar de mais arejado, o capacete aberto deixa o rosto do motociclista perigosamente exposto ao asfalto em caso de queda ou impacto, enquanto a proteção do queixo do modelo fechado é vital para a segurança e integridade física.


