Caixa entra em greve nacional; BB tem paralisação parcial
Empregados da Caixa rejeitaram a proposta de renovação do acordo específico e iniciaram greve nacional por tempo indeterminado. No Banco do Brasil, a paralisação é parcial e atinge bases que recusaram a nova Convenção Coletiva de Trabalho, assinada na quarta-feira (9) e válida até agosto de 2028.

Funcionários da Caixa Econômica Federal iniciaram nesta quinta-feira (10) greve nacional por tempo indeterminado, após mais de 90% das bases sindicais rejeitarem a proposta de acordo específico com o banco.
Bancários da Caixa rejeitaram a proposta de acordo específico e cruzaram os braços por tempo indeterminado; no Banco do Brasil, a adesão ocorre apenas nas bases que recusaram a convenção coletiva
Caixa inicia greve nacional por tempo indeterminado
Os funcionários da Caixa Econômica Federal começaram nesta quinta-feira (10) uma greve nacional por tempo indeterminado. A decisão veio após a rejeição da proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho específico com o banco. Segundo a Comissão Executiva dos Empregados, mais de 90% das bases sindicais recusaram a proposta apresentada pela instituição.
Entre os principais pontos de divergência está o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. Os trabalhadores também cobram avanços em outros itens do acordo específico, negociados desde junho, como a aplicação da Norma Regulamentadora 1, que trata de segurança e saúde no ambiente de trabalho, o combate a metas consideradas abusivas e a busca por ambientes de trabalho mais saudáveis.
A Caixa retomou as negociações com representantes dos funcionários e marcou uma nova rodada para esta quinta-feira (10). Em nota, o banco afirmou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e que retornou à mesa de negociação com o objetivo de construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas.
No Banco do Brasil, paralisação é parcial
No Banco do Brasil, a mobilização não é nacional. A paralisação ocorre nas bases sindicais que rejeitaram a proposta da categoria. Entre as localidades que não aprovaram a convenção estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis. Outras bases aprovaram o texto, que já foi assinado.
Segundo a reportagem, cerca de 60 entidades sindicais rejeitaram a proposta. O BB informou que participa da mesa geral de negociação da Fenaban e mantém também uma mesa específica com as entidades sindicais para discutir questões próprias dos funcionários da instituição.
Em nota, o banco afirmou que, para a data base de 2026, foram realizadas várias rodadas de negociação, que resultaram na proposta apresentada às entidades sindicais e aprovada em diversas assembleias em todo o país.
O que prevê a nova convenção coletiva
Na quarta-feira (9), a Federação Nacional dos Bancos e entidades sindicais assinaram a nova Convenção Coletiva de Trabalho, válida para a categoria bancária em todo o país. O acordo prevê reposição integral da inflação medida pelo INPC, acrescida de aumento real de 0,6% em 2026 e 2027. O reajuste também incide sobre benefícios como vale-refeição, vale-alimentação, Participação nos Lucros e Resultados e auxílios.


