Do corpo de fuzileiros ao cosmos: a trajetória de Jaden Caradine na Nasa
Jaden Caradine, ex-fuzileiro naval, é estagiário do programa Pathways na Nasa Langley, onde trabalha com manutenção, montagem e fabricação no espaço. Sua história mostra como uma carreira não linear pode levar a contribuições significativas na exploração espacial.

Aos oito anos, Jaden Caradine sabia que queria ser engenheiro. Antes de chegar à Nasa, passou cinco anos como mecânico na Marinha dos EUA, quatro deles no Japão.
Ex-fuzileiro naval, estudante de engenharia aeroespacial encontrou na agência espacial o caminho para construir infraestrutura no espaço.
Encontrando a interseção
Jaden Caradine cresceu na região de Salt Lake City, criado por uma mãe que o colocou em um snowboard aos quatro anos e em uma parede de escalada pouco depois. Ele era o tipo de criança que aprendia a amar a ciência não por si só, mas pelo que ela podia fazer. 'Matemática é uma habilidade que capacita', diz ele. 'Não se trata de fazer a matemática. A matemática tem um propósito e é útil.'
Quando alguém perguntou ao jovem Jaden o que ele queria ser, a resposta foi imediata. 'Eu estava construindo Legos', lembra ele, 'e pensei: quero construir coisas. Não consigo me imaginar sendo outra coisa que não engenheiro.' Logo após o ensino médio, Caradine se alistou nos fuzileiros navais, treinou como mecânico e foi enviado ao Japão. Durante esses cinco anos, entre o trabalho técnico e a distância de casa, ele começou a ler livros sobre tomada de decisão, planejamento de carreira e pensamento de longo prazo. Encontrou uma estrutura que ele sempre revisita: ikigai, um conceito japonês que mapeia a interseção do que você é bom, do que você gosta, do que o mundo precisa e do que você é pago para fazer.
'Seu ikigai é a coisa onde todos esses se sobrepõem', explica ele. A engenharia já estava no quadro. A questão era que tipo.
Perseguindo o sinal
A resposta veio por meio de pesquisa e de uma empresa que Caradine encontrou enquanto examinava o cenário da tecnologia aeroespacial emergente. Eles usavam ímãs para girar um sistema de lançamento a 14.000 ou 15.000 RPM e liberar pequenos satélites em órbita, recuperando a energia na descida através do mesmo sistema magnético. 'Eu pensei que isso era incrível', recorda ele. 'Então, comecei a pesquisar engenharia aeroespacial, e era uma boa opção.'
Uma vez definido o campo, o destino não foi difícil de encontrar. Caradine se transferiu para o campus de Daytona Beach da Embry-Riddle Aeronautical University para estudar engenharia aeroespacial e imediatamente começou a aparecer em todos os lugares que podia — conferências de satélites no Kennedy Space Center, eventos da indústria em Orlando, encontros de pequenos satélites em Salt Lake City. 'Fui a todas as feiras de carreira, mesmo não estando procurando emprego ainda', diz ele. 'Eu só queria aprender o máximo que pudesse, o mais rápido possível.'


