Nasa abre chamada para acelerar tecnologias de superfície lunar
A Nasa publicou uma solicitação para acelerar o desenvolvimento de tecnologias e infraestrutura necessárias para a exploração da Lua e o estabelecimento de uma base lunar na região do polo sul. A chamada, divulgada em 8 de setembro, foca em lacunas de capacidade, incluindo geração de energia, extração de oxigênio e produção de materiais na superfície lunar.

A Nasa anunciou nesta terça-feira (8) uma chamada para propostas que visam desenvolver tecnologias para a exploração da Lua e a construção de uma base no polo sul lunar.
Agência busca propostas para energia, extração de oxigênio e fabricação de materiais na Lua, visando base no polo sul
Objetivos da chamada
A Nasa publicou uma solicitação de propostas para acelerar o desenvolvimento de tecnologias e infraestrutura necessárias para explorar a Lua e estabelecer uma base na região do polo sul lunar. O anúncio, feito na terça-feira, 8 de setembro, visa preencher lacunas de capacidade, incluindo geração de energia, extração de oxigênio e produção de materiais na Lua para construção e operações.
De acordo com Greg Stover, diretor da Divisão de Pesquisa e Tecnologia Avançada da Nasa, a agência está acelerando o desenvolvimento de tecnologias-chave e fechando lacunas críticas para a exploração humana de longo prazo na Lua. Ele afirmou que a parceria com a indústria fortalecerá a base industrial dos EUA à medida que as capacidades e infraestrutura para uma presença lunar sustentável são amadurecidas.
Cinco áreas de desenvolvimento
A solicitação NextSTEP-3 Broad Agency Announcement Appendix A: Lunar Enabling Infrastructure Accelerator busca amadurecer e demonstrar capacidades em cinco áreas principais. A primeira é a tecnologia de painéis solares verticais, que pode fornecer geração de energia consistente, gerenciamento, distribuição e armazenamento de energia.
A segunda área é a utilização de recursos in-situ, especificamente a extração de oxigênio do regolito, para obter oxigênio utilizável molecularmente ligado à rocha e poeira que cobrem a superfície lunar. A terceira é o gerador Stirling radioisótopo, um tipo de tecnologia de energia nuclear que usa calor de materiais físseis para produzir energia elétrica para operar sistemas de espaçonaves nos lugares mais escuros, empoeirados e remotos.
As duas últimas áreas são a manufatura avançada no espaço, para reduzir a dependência de missões de reabastecimento da Terra e otimizar a flexibilidade e resiliência da missão na Lua, e a produção inovadora de nanomateriais, para avançar a disponibilidade comercial e a qualidade de nanomateriais que podem ser usados na exploração lunar.
Participação e próximos passos
A solicitação pretende cultivar capacidades lideradas pelos EUA, mantendo competição completa e aberta entre indústria privada, instituições acadêmicas e entidades sem fins lucrativos, bem como parceiros internacionais que participam por meio de equipes lideradas pelos EUA.


