Formação estelar na galáxia de Andrômeda em declínio, revela Hubble
Dados do Telescópio Espacial Hubble da NASA revelam que a taxa de formação estelar na galáxia de Andrômeda diminuiu drasticamente ao longo de meio bilhão de anos, atingindo apenas um quinto da massa solar por ano atualmente. A pesquisa, que analisou 200 milhões de estrelas, sugere que o processo é um "esfriamento natural" após um período de intensa atividade, possivelmente influenciado pela interação com a galáxia satélite M32.

A galáxia de Andrômeda, nossa vizinha cósmica, registrou uma queda de 500 milhões de anos na formação de estrelas, com um declínio ainda mais acentuado nas últimas quatro décadas.
Estudo aponta redução significativa na taxa de nascimento de estrelas nos últimos 500 milhões de anos, com queda acentuada mais recente.
O declínio da formação estelar em Andrômeda
O Telescópio Espacial Hubble da NASA revelou que a galáxia de Andrômeda, nossa vizinha cósmica mais próxima, tem experimentado um declínio na formação de estrelas ao longo dos últimos 500 milhões de anos. Este processo de desaceleração se tornou ainda mais acentuado nas últimas quatro décadas, indicando uma mudança significativa na atividade galáctica. Andrômeda, uma galáxia espiral de tamanho comparável à Via Láctea, está localizada a aproximadamente 2,5 milhões de anos-luz da Terra e é visível a olho nu em locais com pouca poluição luminosa, oferecendo uma oportunidade única para os astrônomos estudarem suas populações estelares em detalhes.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores combinaram dados de dois levantamentos do Hubble: o Panchromatic Hubble Andromeda Treasury e o Panchromatic Hubble Andromeda Southern Treasury. Juntos, esses levantamentos mapearam dois terços do disco de Andrômeda com alta resolução, permitindo a medição de cerca de 200 milhões de estrelas individuais. Essa análise detalhada forneceu um "registro fóssil" da formação da galáxia, onde estrelas massivas e azuis indicam formação recente, enquanto estrelas menos massivas e avermelhadas sugerem populações mais antigas. A equipe dividiu as imagens em milhares de quadrados de 300 anos-luz para determinar a história da formação estelar em cada parcela.
A história da atividade estelar e suas taxas
Pesquisas anteriores já indicavam que a galáxia de Andrômeda passou por um intenso surto de formação estelar há cerca de 2 bilhões de anos, um evento provavelmente desencadeado por uma interação ou fusão com outra galáxia. Desde então, a taxa de formação de estrelas tem diminuído constantemente. Os astrônomos quantificam essa taxa pela massa de gás e poeira convertida em estrelas por ano. Os cálculos revelaram que, há 500 milhões de anos, Andrômeda formava estrelas a uma taxa de aproximadamente uma massa solar por ano.
No entanto, essa taxa caiu pela metade há cerca de 40 milhões de anos. Atualmente, a formação estelar em Andrômeda despencou ainda mais, atingindo apenas cerca de um quinto da massa do nosso Sol por ano. A equipe também investigou se esse declínio era uniforme em toda a galáxia ou concentrado em áreas específicas. Eles descobriram que grande parte da formação estelar mais recente ocorreu em um anel a cerca de 32.000 anos-luz do centro galáctico, e a diminuição da atividade nesse anel é o principal fator por trás do declínio geral. Os cientistas sugerem que essa desaceleração é um "esfriamento natural" após um período de maior atividade, e não o resultado da redução de material disponível para novas estrelas.


