Greve de ferroviários causa transtornos no trânsito de São Paulo
Passageiros dos trens metropolitanos enfrentaram lentidão e trânsito intenso em São Paulo devido à paralisação de atividades nas linhas 11, 12 e 13 da CPTM. A greve, motivada pela revisão do processo de privatização, impactou a mobilidade urbana e levou o governo a implementar um plano de contingência.

A greve de ferroviários da CPTM em São Paulo afetou cerca de um milhão de pessoas e causou mais de mil quilômetros de congestionamento nesta terça-feira.
Paralisação de três linhas da CPTM afeta cerca de um milhão de passageiros e gera congestionamentos de mais de mil quilômetros na capital paulista.
Paralisação afeta linhas da CPTM e mobilidade em São Paulo
Nesta terça-feira, passageiros dos trens metropolitanos de São Paulo enfrentaram lentidão e congestionamentos significativos devido à paralisação das atividades de ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A greve atingiu as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, que operaram de forma parcial ao longo do dia.
Os trabalhadores reivindicam a revisão do processo de privatização das linhas, um tema que tem gerado discussões e preocupações entre a categoria. A paralisação resultou em plataformas lotadas e um cenário de caos para muitos usuários que dependem do transporte ferroviário para suas atividades diárias.
Impacto no trânsito e número de afetados
A greve teve um impacto direto e severo no trânsito da capital paulista. Segundo dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), os congestionamentos superaram dois mil quilômetros no período da manhã e ainda registravam mais de mil quilômetros no final da tarde desta terça-feira.
Estima-se que cerca de um milhão de pessoas foram afetadas pela paralisação, conforme informações divulgadas pelo governo estadual. A vendedora Dalila dos Santos, por exemplo, relatou ter chegado ao trabalho com mais de uma hora de atraso, precisando recorrer a outros meios de transporte devido à interrupção dos trens.
Medidas de contingência e situação das linhas
Em resposta à greve, o governo de São Paulo implementou um plano de contingência para tentar minimizar os transtornos. Este plano incluiu o reforço no Metrô e a disponibilização de 128 ônibus adicionais para servir como alternativa aos usuários das linhas de trem afetadas. A prefeitura de São Paulo também cancelou o rodízio de carros para o dia, buscando aliviar o fluxo de veículos nas ruas.
Enquanto as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade operavam parcialmente, as linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 8-Diamante e 9-Esmeralda tiveram suas operações normalizadas por volta das 19h20, oferecendo algum alívio para parte dos passageiros.
Contexto da privatização e retomada da operação
A greve dos ferroviários está inserida no contexto da privatização das linhas da CPTM. A concessão das linhas havia sido efetivada em julho, mas foi marcada por problemas operacionais. Sucessivos atrasos e um incêndio em um trem foram alguns dos incidentes que levaram o governo estadual a retomar a operação por um período de 90 dias, que estava sob responsabilidade da empresa Trivia.


