Ministério da Justiça detalha operação contra planos de ataques em Brasília
A Operação Rede Interrompida, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal, investigou um grupo que planejava atos violentos em Brasília, incluindo invasões a prédios públicos e atentados a bomba durante o período eleitoral. A ação resultou no cumprimento de oito mandados de busca e apreensão em cinco estados.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública revelou detalhes da Operação Rede Interrompida, que desarticulou planos de ataques a prédios públicos em Brasília.
Ação conjunta da Polícia Civil do DF e forças de cinco estados desarticula grupo que planejava atos violentos e disseminava ódio online.
Investigação e desarticulação de planos violentos
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) divulgou os resultados da Operação Rede Interrompida, conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) em 4 de agosto. A investigação teve início na primeira quinzena de junho, após um relatório do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP) identificar conversas em grupos abertos da plataforma digital de mensageria Telegram. Este monitoramento foi crucial para a detecção precoce das ameaças.
As mensagens analisadas revelaram planos de atos violentos em Brasília, como invasões a edifícios públicos na Esplanada dos Ministérios e no Supremo Tribunal Federal, além de um possível atentado a bomba durante debates eleitorais previstos para outubro. O diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, Anchieta Nery, enfatizou que a ação não se tratava de meras opiniões, mas sim de planejamento de atos severos de violência, justificando a necessidade de uma intervenção rápida e coordenada para evitar qualquer sinistro.
Cooperação interfederativa e apreensões significativas
A PCDF recebeu apoio de forças policiais de cinco estados — Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul — para desarticular a rede de extremistas. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, com as polícias estaduais participando ativamente no monitoramento dos alvos e na localização dos endereços. O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, destacou o papel do MJSP como articulador nacional, promovendo a cooperação interfederativa e o compartilhamento de informações estratégicas.
Entre os materiais apreendidos, destacam-se manuais para fabricação de explosivos, mapas detalhados da região central de Brasília, de ministérios e a planta baixa do Palácio do Planalto, indicados como alvos primários pelos investigados. O delegado-geral da PCDF, José Werick de Carvalho, ressaltou que o objetivo principal foi identificar e intervir precocemente em processos de radicalização, protegendo cidadãos, autoridades e o patrimônio público e privado de Brasília, que frequentemente aparece como alvo dessas tentativas violentas.


