NASA ajusta planos para a missão comercial Swift Boost
A NASA e a Katalyst Space anunciaram que a espaçonave LINK não impulsionará o satélite Neil Gehrels Swift Observatory para estender sua missão científica, como planejado inicialmente. Um problema de controle de atitude na espaçonave comercial LINK alterou os objetivos, mas a missão ainda tentará operações de encontro e proximidade para demonstrar capacidades futuras de serviço espacial.

A missão LINK da Katalyst Space não realizará o impulsionamento do satélite Swift da NASA para uma órbita mais alta, devido a um problema de controle de atitude da espaçonave comercial.
Problema de controle de at atitude em espaçonave comercial impede impulsionamento do satélite Swift, mas operações de aproximação seguirão para demonstração de tecnologia.
Mudança de planos para a missão LINK
A NASA e a Katalyst Space anunciaram uma alteração nos planos da missão comercial Swift Boost. Devido a um problema contínuo no controle de atitude da espaçonave comercial LINK, o satélite não conseguirá capturar ou impulsionar o observatório Neil Gehrels Swift da NASA para uma órbita mais alta, o que estenderia sua missão científica conforme o planejado originalmente.
Apesar da impossibilidade de impulsionamento, a espaçonave LINK ainda tentará realizar operações de encontro e proximidade com o observatório Swift. O objetivo é demonstrar capacidades essenciais para o futuro da exploração espacial e o serviço de satélites em órbita, coletando dados valiosos para o desenvolvimento de tecnologias futuras.
Avaliação de riscos e aprendizados
Jared Isaacman, administrador da NASA, afirmou que a agência deve estar disposta a agir rapidamente e assumir riscos calculados quando o retorno potencial justifica. Ele reconheceu que o resultado atual não era o esperado, mas ressaltou que a missão valeu a pena pela tentativa de dar ao Swift uma chance de continuar suas pesquisas e pelo avanço das capacidades de serviço de satélites.
Shawn Domagal-Goldman, diretor da Divisão de Astrofísica da NASA, descreveu a missão como de 'alto risco e alta recompensa', uma tentativa pioneira desenvolvida em um cronograma sem precedentes. Ele enfatizou que, embora a esperança fosse por mais ciência do Swift, os aprendizados obtidos até agora são valiosos e fortaleceram a indústria espacial americana, impulsionando novas capacidades de serviço em órbita.
O observatório Swift e seu histórico
Lançado em 2004, o observatório Swift foi projetado para uma missão principal de dois anos, com o objetivo de estudar explosões de raios gama, as explosões mais poderosas do universo, e outros objetos e eventos cósmicos. Após 21 anos de operações científicas, a órbita baixa do Swift começou a decair rapidamente devido ao aumento da atividade solar.
A NASA aproveitou essa oportunidade para avançar a tecnologia de serviço de espaçonaves dos EUA, concedendo um contrato à Katalyst em setembro de 2025. O plano era realizar uma missão de serviço robótico para o Swift em menos de um ano, visando estender sua vida útil e capacidade de pesquisa.


