Número de mortos em terremotos na Venezuela ultrapassa 6.000
Os terremotos que assolaram o norte da Venezuela em junho resultaram em mais de 6.100 mortos e cerca de 1.400 desaparecidos, segundo o balanço mais recente. Milhares de edifícios foram classificados como de alto risco ou com uso restrito, levando ao deslocamento de quase 24 mil pessoas. O Parlamento aprovou uma lei de locações para tentar mitigar a crise habitacional, enquanto o diálogo político foi adiado.

Mais de 6.100 pessoas morreram nos terremotos que atingiram a Venezuela em junho, conforme balanço divulgado nesta segunda-feira (3).
Balanço oficial divulgado nesta segunda-feira (3) aponta mais de 6.100 vítimas fatais e cerca de 1.400 desaparecidos após tremores de junho, com milhares de edifícios comprometidos e diálogo político adiado.
Balanço atualizado de vítimas e desaparecidos
O número de mortos nos terremotos que atingiram a Venezuela em junho superou a marca de 6.000. Um balanço divulgado pela ditadura venezuelana nesta segunda-feira (3) confirmou que ao menos 6.125 pessoas perderam a vida nos tremores, que alcançaram magnitudes de 7,2 e 7,5.
Os abalos sísmicos afetaram principalmente a região norte do país, com destaque para La Guaira, estado que faz fronteira com a capital Caracas. O boletim mais recente foi apresentado pelo presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez. O balanço anterior, de 24 de julho, registrava 5.546 mortos, indicando um aumento significativo no número de vítimas fatais. Além disso, o governador de La Guaira, José Alejandro Terán, informou que aproximadamente 1.400 pessoas permanecem desaparecidas.
Impacto na infraestrutura e crise habitacional
A devastação causada pelos terremotos se estendeu à infraestrutura do país. As autoridades classificaram 6.433 edifícios como de alto risco para ocupação, enquanto outros 9.866 foram considerados moradias com uso restrito. Essa situação gerou uma grave crise habitacional, forçando muitos moradores a buscar alternativas.
Com a perda de suas casas, milhares de pessoas foram encaminhadas para abrigos temporários ou buscaram refúgio com parentes e amigos. Atualmente, quase 24 mil indivíduos vivem em acampamentos improvisados nas cidades de Caracas e La Guaira, evidenciando a escala do deslocamento populacional e a necessidade urgente de soluções de moradia.
Resposta legislativa e desafios sociais
Diante da emergência habitacional, o Parlamento venezuelano aprovou na sexta-feira (31) uma nova lei de locações. O objetivo da medida é ampliar a oferta de imóveis para aluguel, buscando atender parte das milhares de pessoas que ficaram desabrigadas após os terremotos e que necessitam de um novo lar.
Apesar dos esforços, famílias continuam a procurar por seus entes desaparecidos, relatando a ausência de apoio estatal e problemas como a troca de cadáveres. A situação em La Guaira, descrita como um campo devastado com amontoado de escombros, reflete a magnitude do desastre e os desafios persistentes para a recuperação e assistência às vítimas.


