Polícia Federal investiga senador Weverton Rocha por desvios no INSS
A Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, mira suspeitas de lavagem de dinheiro e fraudes em descontos indevidos de benefícios do INSS. O senador Weverton Rocha está entre os investigados, com mandados de busca e apreensão cumpridos no DF e Maranhão.

A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Sem Desconto, investigando o senador Weverton Rocha (PDT-MA) por suspeita de lavagem de dinheiro e fraudes em benefícios do INSS.
Operação Sem Desconto cumpre mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e Maranhão, com autorização do STF.
Nova fase da Operação Sem Desconto mira fraudes no INSS
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e fraudes relacionadas a descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação resultou no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão, distribuídos entre o Distrito Federal e o estado do Maranhão. A determinação para a operação partiu do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os principais alvos da investigação está o senador Weverton Rocha (PDT-MA). A PF, em nota oficial, detalhou que as apurações iniciais revelaram indícios de movimentações financeiras e patrimoniais complexas. Essas operações teriam sido realizadas por meio de pessoas físicas e jurídicas, utilizando contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e transações com valores em espécie, buscando ocultar a origem e o destino dos recursos.
Envolvimento do senador e outros investigados
Na representação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal, os investigadores apontam o senador Weverton Rocha como uma figura central no esquema. Ele seria o responsável por "formular demandas, indicar beneficiários, cobrar pagamentos, acompanhar repasses, tratar de imóveis, orientar providências e interferir em decisões patrimoniais", conforme descrito pela PF. Essas ações sugerem um papel ativo na coordenação das supostas fraudes.
O advogado Willer Tomaz de Souza também é destacado como um integrante crucial da estrutura investigada. A PF o associa a uma rede que inclui empresas, imóveis, aeronaves, operadores financeiros e interlocutores políticos, indicando uma organização sofisticada para as atividades ilícitas. Os mandados de busca e apreensão não se limitaram ao senador e ao advogado, abrangendo também familiares de Weverton Rocha, empresários, outros operadores financeiros e escritórios de advocacia mencionados na investigação.
Um dos pontos levantados pela investigação é o recebimento de valores significativos pela esposa do senador, Samya Rocha. Ela teria recebido mais de R$ 11 milhões de empresas que, segundo as apurações, estão relacionadas ao advogado Willer Tomaz. Este fato é considerado um dos indícios que sustentam a continuidade das investigações sobre as movimentações financeiras.


