PUNCH da NASA aprimora previsão de tempestades solares em primeiro teste
Cientistas da missão PUNCH da NASA conseguiram prever a chegada de uma erupção solar com uma precisão de 30 minutos, um resultado dez vezes melhor que os métodos atuais. Este avanço, obtido através de imagens contínuas, pode revolucionar a forma como as tempestades solares são monitoradas e seus impactos mitigados.

A missão PUNCH da NASA previu a chegada de uma erupção solar perto da Terra com uma precisão de 30 minutos em seu teste inicial, um avanço significativo na previsão de eventos espaciais.
A missão PUNCH da NASA demonstrou uma capacidade aprimorada de prever a chegada de erupções solares, alcançando uma precisão de 30 minutos em seu teste inicial.
Precisão inédita na previsão de erupções solares
A missão PUNCH (Polarimeter to Unify the Corona and Heliosphere) da NASA demonstrou um avanço significativo na previsão de tempestades solares. Em um teste inicial de conceito, utilizando imagens contínuas, cientistas conseguiram prever a chegada de uma erupção solar perto da Terra com uma precisão de 30 minutos. Este resultado foi apresentado no Comitê Científico de Pesquisa Espacial e está sob revisão para publicação na revista Space Weather.
Craig DeForest, principal investigador da PUNCH no Southwest Research Institute, descreveu o feito como um “resultado impressionante”, comparando-o à evolução de um motor a vapor para um motor de combustão interna moderno no contexto da meteorologia espacial. A capacidade de rastrear continuamente as ejeções de massa coronal (CMEs) representa uma mudança fundamental na forma como esses eventos são monitorados.
Como a PUNCH aprimora o rastreamento de CMEs
Tempestades solares são causadas por grandes explosões de material do Sol, conhecidas como ejeções de massa coronal. Prever quando essas ejeções atingirão a Terra é vital para proteger redes elétricas, satélites e astronautas. Antes da PUNCH, as CMEs só podiam ser observadas em cerca de um quinto do caminho entre o Sol e a Terra, deixando uma grande lacuna de incerteza sobre seu trajeto restante.
Lançada em 2025, a missão PUNCH utiliza quatro espaçonaves em órbita baixa da Terra para realizar observações contínuas em 3D do sistema solar interno. Com um campo de visão mais amplo, os cientistas agora podem rastrear as explosões solares quase até a Terra, capturando uma nova imagem a cada quatro minutos. Isso permite um monitoramento sem precedentes do movimento e evolução das CMEs.
Metodologia do teste e resultados superiores
Para testar a eficácia da PUNCH, os cientistas utilizaram dados de uma ejeção de massa coronal que deixou o Sol em 31 de maio de 2025. As imagens foram inseridas em um modelo computacional que analisou a borda principal da CME ao longo do tempo. À medida que a CME se movia e evoluía pelo sistema solar interno, o modelo calculava seu tempo de chegada à Terra com base em sua velocidade e geometria.


