Diferença entre homens e mulheres no emprego formal diminui no Brasil
Novos dados da Rais Mensal revelam que a proporção de mulheres no emprego formal cresceu, reduzindo a disparidade de gênero. O relatório também detalha a composição racial, educacional e etária da força de trabalho no Brasil.

A diferença na participação de homens e mulheres no mercado de trabalho formal brasileiro diminuiu, com mulheres ocupando 46,4% dos postos em junho de 2026.
Dados da Rais Mensal de junho de 2026 indicam avanço na participação feminina e detalham perfil de trabalhadores.
Redução da disparidade de gênero no emprego formal
O mercado de trabalho formal brasileiro, que engloba trabalhadores com carteira assinada e agentes públicos, totalizou 62,8 milhões de vínculos ativos em junho de 2026. Embora as mulheres ainda não constituam a maioria, a diferença em relação aos homens diminuiu significativamente nos últimos anos. Os dados, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) por meio da Rais Mensal, indicam que as mulheres ocupam 46,4% dos postos, somando 29.182.235 vínculos.
Em contraste, os homens detêm 53,6% das vagas, com 33.708.974 registros. Essa disparidade era mais acentuada em janeiro de 2023, quando 55,7% dos postos eram ocupados por homens e 44,2% por mulheres. Entre janeiro de 2023 e junho de 2026, o mercado de trabalho formal acumulou um saldo positivo de 10,1 milhões de novos vínculos, sendo que 5,8 milhões dessas vagas foram preenchidas por mulheres, superando os 4,3 milhões ocupados por homens.
Panorama da diversidade racial
A Rais Mensal também forneceu um panorama atualizado sobre a diversidade racial na força de trabalho formal do Brasil. Dos 62,8 milhões de vínculos, 27,3 milhões são de pessoas autodeclaradas pardas, enquanto 26,8 milhões são de pessoas autodeclaradas brancas. Trabalhadores que se identificam como pretos correspondem a 4,6 milhões, amarelos a 600 mil, e indígenas a 239 mil.
Um avanço notável foi a redução no número de vínculos sem informação racial registrada, que caiu de mais de 17,2 milhões há cerca de três anos e meio para 3,1 milhões atualmente. A subsecretária de Estatística do MTE, Paula Montagner, atribuiu essa melhoria a uma campanha intensiva do ministério junto às empresas para incentivar o preenchimento completo dos dados.
Escolaridade e faixa etária dos trabalhadores
A escolaridade dos trabalhadores formais também apresentou evolução nos últimos anos. Mais da metade da força de trabalho, correspondendo a 54% ou 33,7 milhões de pessoas com vínculos formais, possui ensino médio completo. Adicionalmente, 15,2 milhões de trabalhadores detêm ensino superior ou pós-graduação, refletindo um aumento na qualificação profissional.
A expansão dos empregos formais foi mais pronunciada entre os trabalhadores com maior experiência. Os dados indicam que 74% dos novos vínculos foram para indivíduos com pelo menos 30 anos de idade. O rendimento médio dos trabalhadores com emprego formal no Brasil foi registrado em R$ 4.389,49.


