Lula classifica revogação de visto de embaixadora como atitude irresponsável
A decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora brasileira Maria Luiza Ribeiro Viotti foi duramente criticada pelo presidente Lula, que a considerou desnecessária e um desrespeito à diplomacia. Os EUA justificaram a medida pela demora do Brasil em aprovar seu indicado para a embaixada em Brasília, alegação que o governo brasileiro refutou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como "irresponsável e impensada" a revogação do visto da embaixadora brasileira nos EUA, Maria Luiza Ribeiro Viotti, anunciada por Donald Trump.
Presidente criticou a decisão dos Estados Unidos de cassar o visto de Maria Luiza Ribeiro Viotti, embaixadora brasileira em Washington.
Reação presidencial à medida americana
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou forte desaprovação à revogação do visto da embaixadora brasileira nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti. A decisão, anunciada pelo governo de Donald Trump na terça-feira (4), foi categorizada por Lula como uma "atitude irresponsável e impensada", marcando um ponto de tensão nas relações diplomáticas entre os dois países. A declaração do presidente foi feita durante uma entrevista conjunta ao Meteoro Brasil e ao podcast Os Três Elementos, na quarta-feira (5), onde ele detalhou sua visão sobre o ocorrido.
Lula enfatizou que a medida é desnecessária para um país com a longa e estabelecida história diplomática do Brasil, que soma 203 anos de relações internacionais. Ele apontou a consequência prática e o simbolismo da revogação, afirmando que, caso a embaixadora seja obrigada a deixar os Estados Unidos, ela precisará solicitar um novo visto para retornar, o que ele considerou um ato de desrespeito e uma complicação burocrática imposta sem justificativa plausível.
Justificativa dos EUA e a resposta brasileira
Os Estados Unidos justificaram a revogação do visto alegando uma suposta demora do Brasil em responder à concessão de aprovação diplomática para o indicado do governo Trump à embaixada americana em Brasília. Essa alegação foi o cerne da medida unilateral. No entanto, o governo brasileiro repudiou veementemente essa justificativa, classificando-a como falsa e sem fundamento, indicando uma divergência significativa na interpretação dos fatos.
O presidente Lula criticou a percepção americana de que o Brasil teria a obrigação de agir conforme os prazos e as expectativas impostas por Washington. Ele ressaltou que os Estados Unidos, por sua vez, não demonstraram a devida importância para a representação diplomática no Brasil, mencionando que Donald Trump esteve no poder por um ano e meio sem sequer enviar um embaixador para o país, o que contrasta com a exigência de celeridade agora apresentada.
Críticas à postura diplomática dos Estados Unidos
Lula reiterou a necessidade de tratamento recíproco e respeitoso nas relações diplomáticas entre nações soberanas. "Não é correto, não é possível. Queremos ser tratados com respeito", afirmou o presidente, sublinhando a expectativa brasileira de que as interações entre os dois países sejam pautadas pela consideração mútua e pela observância dos protocolos diplomáticos estabelecidos internacionalmente.


