Moraes autoriza Bolsonaro a sair da prisão domiciliar para dentista
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu permissão para que o ex-presidente Jair Bolsonaro se desloque da prisão domiciliar para atendimento com um dentista. A decisão estabelece que a Polícia Militar do Distrito Federal e a defesa de Bolsonaro devem coordenar o procedimento de deslocamento, mantendo sigilo sobre a data e o local por questões de segurança. O vazamento dessas informações resultará no cancelamento do atendimento.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a deixar a prisão domiciliar para uma consulta odontológica.
Decisão do STF permite deslocamento do ex-presidente para atendimento odontológico, com sigilo sobre data e local por segurança
Autorização para atendimento odontológico
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu autorização para que o ex-presidente Jair Bolsonaro deixe temporariamente a prisão domiciliar. A permissão visa possibilitar que Bolsonaro compareça a um atendimento odontológico necessário. A decisão judicial estabelece que a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e a equipe de defesa do ex-presidente deverão coordenar todos os procedimentos de deslocamento para a realização da consulta clínica, garantindo a segurança e a logística adequadas.
Uma das condições impostas por Moraes é o sigilo absoluto sobre o local e a data da consulta. Esta medida foi determinada por razões de segurança, com o objetivo de evitar qualquer incidente durante o trajeto ou no próprio local do atendimento. O ministro foi enfático ao alertar que qualquer vazamento dessas informações confidenciais resultará no cancelamento imediato do deslocamento e, consequentemente, da consulta odontológica, reforçando a seriedade da determinação.
Pedido da defesa e sugestões de segurança
O pedido para a realização do atendimento odontológico foi formalizado pelos advogados de Jair Bolsonaro na semana anterior à decisão. A defesa solicitou especificamente que o ex-presidente fosse atendido por Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, sua nora, que exerce a profissão de dentista e é casada com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Contudo, a decisão proferida por Moraes não detalha ou especifica se a dentista indicada pela família poderá, de fato, ser a responsável pelo procedimento.
Na mesma deliberação, o ministro Alexandre de Moraes fez menção a uma sugestão apresentada pela Polícia Militar do Distrito Federal. A corporação indicou a possibilidade de que o procedimento odontológico fosse realizado nas instalações do centro médico da própria PMDF. Esta proposta visa otimizar as condições de segurança e a logística do deslocamento, oferecendo uma alternativa que pode ser considerada durante a coordenação entre as partes envolvidas.
Contexto da prisão domiciliar e saúde
Jair Bolsonaro encontra-se atualmente em regime de prisão domiciliar, uma medida imposta após sua condenação a 27 anos e três meses de prisão. A sentença foi proferida em um processo que o associava a uma trama golpista. A autorização para que cumprisse a pena em casa ocorreu inicialmente após o ex-presidente ter sido submetido a uma cirurgia. Mais recentemente, a necessidade de cuidados médicos foi reforçada pela sua recuperação de uma pneumonia bacteriana, o que justifica a permissão para consultas externas.


