Nasa inicia testes de interação entre plumas de motores e superfície lunar
Pesquisadores da Nasa começaram uma campanha de testes na câmara esférica de vácuo de 18 metros do Langley Research Center, na Virgínia, para analisar a interação entre plumas de motores e a superfície lunar. Os ensaios, que duram cerca de seis segundos cada, usam um simulador de regolito e dois tipos de propulsão para medir a formação de crateras e o comportamento dos detritos. Os resultados devem ajudar a prever riscos em pousos lunares e a validar modelos para futuras missões Artemis e, possivelmente, para Marte.

A Nasa iniciou uma série de testes em câmara de vácuo para estudar como os jatos de motores de pouso levantam poeira e rochas lunares, com dados que devem orientar o projeto de futuros equipamentos.
Campanha na câmara de vácuo da agência em Langley simula pouso na Lua para melhorar modelos preditivos e segurança de missões Artemis
Testes na câmara de vácuo
A equipe do Langley Research Center, na Virgínia, iniciou uma série de testes de interação entre plumas de motores e a superfície lunar dentro de uma câmara esférica de vácuo de 18 metros de diâmetro. O objetivo é entender os perigos que podem ocorrer quando o jato do motor de um módulo de pouso lança poeira, solo e rochas lunares.
Os ensaios usam um simulador de regolito chamado Black Point-1, com propriedades abrasivas e coesivas semelhantes às do solo lunar real. Os pesquisadores medem a formação de crateras, o ângulo e a altura da camada de detritos, a distribuição espacial das partículas e a velocidade com que são ejetadas.
Dois tipos de propulsão
Na primeira fase, a equipe utiliza um sistema de simulação de pluma de etano, projetado pelo Centro Espacial Stennis e construído pela Universidade Purdue. O sistema gera cerca de 100 libras de empuxo, aquece, mas não queima. Os disparos duram aproximadamente seis segundos cada.
Uma segunda rodada de testes, prevista para o fim do ano, usará um motor híbrido de foguete de 35 centímetros, impresso em 3D, desenvolvido pela Universidade Estadual de Utah e testado no Centro de Voo Espacial Marshall. O motor produz cerca de 35 libras de empuxo e queima propelente sólido com oxigênio gasoso, simulando um motor real em escala reduzida.
Aplicações para a Lua e Marte
Os pesquisadores testarão os dois sistemas de propulsão em diferentes alturas, o que permitirá cobrir uma ampla gama de condições de pouso. Segundo Ashley Korzun, líder dos testes, isso ajuda a entender o que acontece com espaçonaves de diferentes tipos ao pousar ou decolar da superfície lunar.
A operação é modular e pode ser adaptada para Marte. O regolito lunar pode ser substituído por um simulante marciano, e a pressão da câmara pode ser ajustada para reproduzir a atmosfera do planeta vermelho. Daniel Stubbs, engenheiro do Centro Marshall, afirma que os dados serão essenciais para desenvolver e validar modelos de interação de plumas para pousos na Lua e em Marte.
Continue acompanhando
A Nasa deve divulgar novos resultados da campanha de testes ao longo dos próximos meses, incluindo a segunda fase com o motor híbrido. Acompanhe o PUJONE.COM para saber como esses dados podem influenciar as próximas missões lunares e o projeto de futuros equipamentos espaciais.


