PL fecha chapa presidencial com homens após pressão por vice mulher
O Partido Liberal oficializou a chapa presidencial para as eleições de 2026, com Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar. A decisão ocorre após um período de pressão para que uma mulher ocupasse a posição de vice, gerando discussões sobre a representatividade feminina na política.

A chapa presidencial do PL para 2026 será composta apenas por homens, com Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, apesar da pressão por uma vice mulher.
Senador Flávio Bolsonaro anuncia Alfredo Gaspar como candidato a vice, enquanto Damares Alves comenta a ausência de Michelle Bolsonaro.
Anúncio da chapa masculina
Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PL, anunciou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como seu vice na chapa para as eleições de 2026. O anúncio foi feito em um evento que oficializou a composição, apesar das expectativas e pressões internas para que uma mulher ocupasse a posição.
A decisão gerou repercussão, especialmente após a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) comentar a ausência da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro no evento. Questionada por jornalistas, Damares afirmou que Michelle estaria "fazendo comida para o marido", uma declaração que sublinhou o debate sobre o papel das mulheres na política.
A ausência feminina na chapa
Embora Damares Alves tenha declarado que "as mulheres conservadoras estão prontas para ocupar o lugar de poder", a chapa presidencial do bolsonarismo não incluiu uma figura feminina. No evento de anúncio, diversas mulheres de destaque político estavam presentes, como a ex-ministra Cristiane Britto, a senadora Damares Alves, a deputada Bia Kicis, a senadora Tereza Cristina e a ex-presidente da Caixa, Daniella Marques.
Entre as presentes, Bia Kicis, Tereza Cristina e Daniella Marques haviam sido cotadas anteriormente para a posição de vice. Contudo, a escolha final recaiu sobre um homem, mantendo as mulheres em posições de apoio, mas não no centro da principal articulação da sigla para a disputa presidencial.
Justificativas e acenos ao eleitorado feminino
O senador Carlos Portinho (PL) justificou a escolha masculina, explicando que acordos com outros partidos e a necessidade de atrair votos de regiões específicas, como o Nordeste, influenciaram a decisão. Ele mencionou que nenhuma das mulheres cotadas poderia assumir a chapa devido a determinações partidárias e que uma chapa "puro sangue" com Julia Zanatta não traria os votos necessários, pois seu estado, Santa Catarina, já é dominado pela influência bolsonarista.
Apesar da ausência de uma vice mulher, Flávio Bolsonaro dedicou parte de seu discurso a acenos ao eleitorado feminino, que representa 53% dos votos e é um desafio para a popularidade da candidatura bolsonarista. Ele abordou a "economia do cuidado" e prometeu políticas para a "inserção e garantia de autonomia financeira" das mulheres, destacando o papel de figuras femininas em seu governo.


