Polícia do Rio realiza operação contra braço do Comando Vermelho especializado em roubo de veículos
A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza uma operação para cumprir mandados de prisão contra integrantes do Comando Vermelho (CV) especializados em roubo de veículos. A ação, parte da Operação Contenção, mira a comunidade Fallet-Fogueteiro e já resultou em prisões.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou uma operação para prender dezenas de suspeitos de integrar um braço do Comando Vermelho focado no roubo de automóveis.
Ação visa cumprir dezenas de mandados de prisão contra integrantes da facção na comunidade Fallet-Fogueteiro.
Operação mira braço do Comando Vermelho
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou uma operação na manhã desta quarta-feira (5) com o objetivo de cumprir dezenas de mandados de prisão. Os alvos são indivíduos suspeitos de integrar o Comando Vermelho (CV), a principal organização criminosa atuante no estado. Esta ação policial concentra-se especificamente em um braço da facção que se especializou na prática de roubo de automóveis, uma atividade que tem sido crucial para o financiamento do grupo.
Até as 11h da manhã, a Agência Brasil apurou que oito pessoas já haviam sido detidas como resultado da operação. A investigação que culminou nesta ação é conduzida pela Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP) e integra a Operação Contenção. Esta iniciativa maior tem como propósito estratégico enfraquecer a atuação do CV em todo o Rio de Janeiro. Os supostos criminosos visados nesta fase da operação são oriundos da comunidade Fallet-Fogueteiro, localizada em morros da região central da capital fluminense, área estratégica para as atividades da facção.
Especialização em roubo e desmanche ilegal
De acordo com os detalhes da investigação policial, a quadrilha intensificou significativamente sua atuação no roubo de veículos em bairros adjacentes à comunidade Fallet-Fogueteiro. Áreas como Santa Teresa, Centro e Grande Tijuca registraram um aumento notável nesse tipo de crime. Essa expansão das atividades criminosas tinha como principal motivação o aumento do poder econômico do grupo e a ampliação de sua capacidade operacional dentro da estrutura do Comando Vermelho.
A polícia informou que os veículos que eram furtados ou roubados tinham um destino bem definido: abastecer desmanches clandestinos e o comércio ilegal de peças automotivas. Este esquema não apenas gerava lucro direto, mas também era utilizado em outras ações ilegais, criando um ciclo vicioso. Esse financiamento contínuo, proveniente da venda de peças e da utilização dos veículos em outras atividades ilícitas, alimentava diretamente a organização criminosa, permitindo a manutenção e o fortalecimento de sua estrutura e operações.


