Presidente do TSE defende urna eletrônica e regras contra IA em eleições
Em reunião com representantes diplomáticos, o ministro Kassio Nunes Marques ressaltou a transparência do sistema eleitoral brasileiro e detalhou as novas regras para o combate ao uso indevido de inteligência artificial nas campanhas.

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou a 86 embaixadores que o Brasil é referência em eleições e defendeu a urna eletrônica.
Ministro Kassio Nunes Marques reuniu 86 embaixadores para apresentar o sistema eleitoral brasileiro e destacou normas para o pleito de outubro.
Defesa do sistema eleitoral brasileiro em encontro diplomático
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou nesta segunda-feira (17) que o Brasil se estabeleceu como uma referência internacional na condução de eleições. Esta declaração foi feita durante uma reunião com 86 embaixadores, organizada para apresentar e demonstrar o funcionamento do sistema de votação brasileiro. O encontro teve como objetivo reforçar a confiança e a transparência do processo eleitoral do país perante a comunidade internacional.
Durante a apresentação, o ministro defendeu enfaticamente a urna eletrônica, destacando que o sistema garante a transparência e a eficiência do pleito. Nunes Marques ressaltou que a posição de vanguarda do Brasil entre as democracias representativas contemporâneas é fruto de uma construção contínua e gradual de um processo eleitoral robusto e eficaz ao longo das últimas décadas.
Regulamentação da inteligência artificial nas campanhas
Além de abordar a segurança do sistema de votação, o ministro Kassio Nunes Marques também chamou a atenção para as novas regras aprovadas pelo TSE neste ano, que visam combater o uso ilegal da inteligência artificial (IA) nas campanhas eleitorais. Ele alertou para o crescente potencial de mau uso da IA, que pode se manifestar na produção de vídeos e áudios manipulados.
O presidente do TSE explicou que tais conteúdos têm a capacidade de enganar o eleitorado, distorcer o debate público e, consequentemente, comprometer a livre formação da vontade política dos cidadãos. A preocupação central é evitar que a tecnologia seja utilizada para desinformar e influenciar indevidamente o resultado das eleições.
Proibições e responsabilidades para o pleito de outubro
As normas sobre a utilização de inteligência artificial foram aprovadas pelo TSE em março deste ano e serão aplicadas nas eleições gerais de outubro, abrangendo tanto candidatos quanto partidos. Uma das proibições mais significativas é a de que provedores de IA ofereçam sugestões de candidatos para votação, mesmo que solicitadas pelos usuários. O objetivo é impedir que algoritmos interfiram na autonomia da escolha dos eleitores.


