Terremoto na Colômbia: psicóloga relata resgate e morte de criança em Cali
A psicóloga Kelly Díaz, voluntária em Cali, relata os momentos de desespero e a atuação da comunidade após o terremoto que atingiu a Colômbia. Ela descreve o resgate em uma escola que desabou, onde a melhor amiga de sua filha e uma professora morreram, e a mobilização de voluntários diante da falta de ajuda oficial imediata.

Em meio ao caos do terremoto na Colômbia, a psicóloga Kelly Díaz presenciou a morte da melhor amiga de sua filha, de 10 anos, em seus braços após o desabamento de uma escola em Cali.
Kelly Díaz, voluntária em Cali, descreve os momentos após o desabamento de uma escola e a perda da melhor amiga de sua filha.
O impacto do terremoto e o retorno à escola
Kelly Díaz, psicóloga e voluntária, descreve a persistência de seu corpo em estado de alerta, impulsionada pela convicção de que a vida deve prevalecer, mesmo diante do cansaço e da tristeza. Ela atua nos resgates em Cali, Colômbia, após o terremoto que atingiu o país. Sua motivação é intensificada pela perda da melhor amiga de sua filha, que morreu em seus braços.
A tragédia ocorreu na escola Nuevo Edén, localizada no sul de Cali, uma das cidades mais populosas da Colômbia e severamente impactada pelo tremor de segunda-feira, 10 de agosto. Além da criança, uma professora também foi vítima fatal, atingidas pelos escombros. Outras crianças sofreram ferimentos graves no incidente.
Díaz relata que, após deixar sua filha na escola na manhã do terremoto, sentiu um tremor enquanto voltava para casa. A intensidade do abalo aumentou rapidamente, tornando-se incomum. Preocupada com a filha, ela correu de volta para a escola, que abrigava cerca de 14 crianças em poucas salas de aula.
O cenário devastador e a ação imediata
Ao chegar à pequena escola, Kelly Díaz deparou-se com uma cena "devastadora". Duas pessoas estavam caídas no chão, soterradas pelos escombros: a melhor amiga de sua filha, de 10 anos, e a professora. Com treinamento em primeiros socorros, Díaz agiu imediatamente, verificando primeiro o estado de sua filha e, em seguida, os sinais vitais dos outros alunos.
A psicóloga então se dedicou à menina gravemente ferida, que apresentava traumatismo craniano e estava em uma poça de sangue. Tanto a criança quanto a professora ainda tinham sinais vitais, mas a ajuda profissional não chegava. Naquele momento, a dimensão da catástrofe que atingia toda a cidade ainda não era clara para os presentes.
Diante da ausência de ambulâncias e da paralisia dos gestores da escola, voluntários como Kelly Díaz assumiram a responsabilidade pelos resgates. Ela afirma que, se tivessem esperado pelas equipes de emergência, teriam permanecido no local por muito mais tempo. A prioridade era cuidar dos feridos e aguardar a chegada dos pais para buscar as crianças.


