TSE estabelece conselho para monitorar desinformação e inteligência artificial nas eleições
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) instituiu o Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional para acompanhar o uso de inteligência artificial e a disseminação de desinformação nas eleições. O grupo, composto por especialistas de diversas áreas, funcionará até dezembro, assessorando o presidente do TSE. A medida complementa regras já aprovadas sobre IA e combate à misoginia digital.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou um conselho consultivo para monitorar o uso indevido de inteligência artificial e a desinformação durante a campanha eleitoral, visando a integridade do processo.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou um grupo consultivo para assessorar a presidência da Corte na manutenção da normalidade do processo eleitoral, focando no combate à desinformação e ao uso indevido de IA.
TSE institui conselho para integridade informacional
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou nesta sexta-feira (7) a criação do Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional. Este novo órgão terá como principal atribuição monitorar o uso indevido da inteligência artificial (IA) e a propagação de desinformação ao longo da campanha eleitoral. A medida visa assegurar a normalidade e a transparência do processo democrático.
O conselho atuará como um corpo de assessoria direta ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Sua função será fornecer subsídios e análises para as ações da Corte Eleitoral destinadas a preservar a integridade das informações e a livre escolha dos eleitores. A iniciativa reflete a preocupação crescente com os desafios impostos pelas novas tecnologias no ambiente eleitoral.
Composição e funcionamento do grupo consultivo
A composição do Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional incluirá profissionais de diversas áreas de conhecimento. Entre os especialistas previstos para integrar o grupo estão nomes da tecnologia da informação, segurança pública, relações internacionais e saúde pública, garantindo uma abordagem multidisciplinar para os desafios propostos.
Embora a criação do conselho tenha sido oficializada, os nomes dos participantes ainda não foram definidos pelo TSE. As reuniões do grupo serão realizadas mensalmente, e sua atuação está programada para se estender até o dia 31 de dezembro, cobrindo o período crucial das eleições gerais de outubro.
Regras anteriores sobre IA e combate à misoginia digital
A criação do conselho complementa um conjunto de regras já aprovadas pelo TSE em março, que regulamentam o uso da inteligência artificial durante as eleições. Essas normas, aplicáveis a candidatos e partidos, proíbem provedores de IA de sugerir candidatos aos usuários, mesmo que solicitado, para evitar a interferência de algoritmos na decisão eleitoral.
Adicionalmente, o TSE implementou medidas para combater a misoginia digital, proibindo a veiculação de postagens em redes sociais que contenham montagens envolvendo candidatas, bem como fotos e vídeos com nudez ou pornografia. A Corte Eleitoral também reforçou que os provedores de internet poderão ser responsabilizados legalmente caso não removam perfis falsos e conteúdos ilegais de seus usuários.


