Ataques conjuntos de EUA e Arábia Saudita no Iraque escalam tensões no Oriente Médio
Ações militares conjuntas dos Estados Unidos e da Arábia Saudita no Iraque visaram milícias xiitas apoiadas pelo Irã, marcando uma escalada no conflito regional. Os ataques ocorreram após o Comando Central dos EUA (Centcom) relatar tentativas de agressão contra forças americanas e infraestrutura energética saudita.

Estados Unidos e Arábia Saudita realizaram ataques conjuntos contra milícias apoiadas pelo Irã no Iraque, resultando na morte de ao menos 20 combatentes.
Ações militares contra milícias apoiadas pelo Irã ocorrem após ataques a forças americanas e infraestrutura saudita, quebram trégua e elevam preocupações.
Ataques conjuntos e vítimas no Iraque
Estados Unidos e Arábia Saudita conduziram ataques coordenados contra milícias apoiadas pelo Irã no Iraque, em uma ação que o Comando Central dos EUA (Centcom) descreveu como resposta a atividades terroristas. O Centcom afirmou que os alvos eram "terroristas alinhados ao Irã" que, segundo eles, foram instruídos pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) a atacar forças americanas e instalações de energia sauditas.
As Forças de Mobilização Popular (PMF) do Iraque, um grupo que engloba milícias xiitas com apoio iraniano, reportaram que pelo menos 20 de seus membros foram mortos e 32 ficaram feridos nos ataques conjuntos. A organização classificou as ações como uma "escalada perigosa" e uma violação da soberania iraquiana.
Ações precedentes e acusações mútuas
Os ataques conjuntos ocorreram horas após o Centcom ter divulgado que o Irã lançou mísseis contra forças americanas no Oriente Médio, em uma "tentativa de ataque surpresa" que teria sido interceptada com sucesso. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) iraniana, por sua vez, declarou que os mísseis visavam uma base aérea americana e um centro de comando na Jordânia, em retaliação a "atos de agressão" do exército americano.
Além disso, a IRGC alegou ter atacado três petroleiros no estreito de Ormuz por "ignorarem avisos" e navegarem por uma "rota insegura e ilegal". O Centcom também informou que caças americanos e sauditas atacaram "diversos locais de logística e armas terroristas no leste do Iraque" em resposta a mais de 30 ataques aéreos com drones, dirigidos pela IRGC, nas 72 horas anteriores.
O papel das milícias e a resposta iraniana
As Forças de Mobilização Popular (PMF) são uma coalizão de milícias predominantemente xiitas que foram formalmente integradas às forças armadas iraquianas. Elas incluem vários grupos que recebem apoio do Irã e fazem parte de uma rede de aliados que Teerã utiliza para promover seus interesses na região. Essas milícias já atacaram anteriormente pessoal e interesses dos EUA no Iraque, buscando a retirada das tropas americanas.
Um oficial de defesa iraniano, citado pela TV estatal, negou qualquer envolvimento do Irã nos ataques de drones contra a Arábia Saudita, alertando que atribuir tais ações ao Irã seria um "grande erro de cálculo". A Arábia Saudita, no entanto, afirmou ter interceptado drones que visavam instalações petrolíferas, alegando que foram lançados por milícias ligadas ao Irã a partir do território iraquiano.


