Ex-atleta olímpico britânico revela vício em pornografia durante carreira
Freddie Woodward, que representou o Reino Unido nos Jogos Olímpicos de 2016, detalhou sua batalha contra o vício em pornografia na internet, que começou aos 12 anos. Ele busca agora promover uma educação mais honesta e baseada em evidências para adolescentes sobre o tema.

Um ex-saltador olímpico britânico, Freddie Woodward, revelou ter lutado contra o vício em pornografia online desde a infância, mesmo durante sua preparação para os Jogos de 2016.
Freddie Woodward, saltador que competiu no Rio 2016, compartilha sua experiência para conscientizar sobre o problema.
A revelação de um atleta olímpico
Freddie Woodward, ex-saltador ornamental da equipe olímpica do Reino Unido, tornou pública sua luta contra o vício em pornografia na internet. O atleta, que competiu nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, revelou que o vício começou ainda na infância e se intensificou ao longo de sua carreira esportiva, chegando a acessar sites adultos várias vezes ao dia.
Atualmente com 30 anos, Woodward, natural de Sheffield, defende que adolescentes recebam uma educação mais abrangente e baseada em evidências sobre o vício em pornografia. Ele enfatiza que essa abordagem deve ser livre de vergonha, buscando encorajar outras pessoas a procurarem ajuda ao compartilhar sua própria experiência.
O início do vício e a ascensão na carreira
A carreira de Woodward no salto ornamental teve início aos sete anos, após ser descoberto por olheiros em sua escola primária. Ele rapidamente se destacou, competindo internacionalmente e treinando intensamente, cerca de 20 horas semanais, já no ensino médio. Foi nesse período que ele descobriu a pornografia na internet, passando a acessar regularmente sites explícitos aos 12 anos.
O atleta descreve-se como parte da primeira geração com acesso à pornografia de alta velocidade na internet. Ele percebeu o impacto do vício em suas tarefas escolares, sentindo-se constantemente compelido a acessar os sites em vez de estudar. Apesar do divórcio de seus pais aos sete anos, Woodward acredita que eles não tinham conhecimento da extensão de seu consumo de pornografia.
A escalada do problema e o impacto pessoal
Aos 20 anos, Woodward já havia conquistado uma medalha de bronze nos Jogos da Commonwealth e uma prata no Campeonato Europeu Júnior, além de realizar o sonho de competir nas Olimpíadas de 2016. Contudo, seu consumo de pornografia crescia paralelamente ao seu sucesso, com acessos diários e, em uma ocasião, dez vezes em um único dia, servindo como refúgio após treinos ruins.
A situação se agravou quando ele começou a compartilhar vídeos e fotos íntimas em plataformas como Facebook e Instagram, buscando mais emoção. Essas imagens acabaram vazando, e ele só descobriu o ocorrido quando sua namorada da época o confrontou e terminou o relacionamento. Woodward descreveu a vergonha e a devastação, mas admitiu que, mesmo assim, não conseguia parar de consumir pornografia, o que afetou gravemente sua saúde mental.


