Mendonça autoriza PF a monitorar celular de Jaques Wagner
A Polícia Federal obteve autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, para monitorar o celular do senador Jaques Wagner (PT-BA). A medida foi tomada por suspeita de vazamento de informações da operação que investiga fraudes no Banco Master, após um dos investigados procurar o gabinete do ministro dias antes da deflagração das ações.
O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a Polícia Federal a monitorar o celular do senador Jaques Wagner, do PT-BA, devido a um "risco agudo de vazamento" de informações.
Ministro do STF permitiu o monitoramento do senador por suspeita de vazamento em operação que investiga fraudes no Banco Master.
Autorização para monitoramento de senador
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu à Polícia Federal (PF) autorização para monitorar o celular do senador Jaques Wagner (PT-BA). A decisão foi motivada pela identificação de um "risco agudo de vazamento" de informações relacionadas à operação que investiga fraudes no Banco Master.
A suspeita de vazamento surgiu após um dos investigados na operação ter procurado o gabinete do ministro Mendonça dias antes da deflagração das medidas contra o parlamentar. Segundo informações, o próprio senador esteve no Supremo em 17 de junho, na véspera da operação, para falar com o ministro.
Detalhes da medida e outros alvos
A medida autorizada inclui o monitoramento de localização em tempo real (ERB) e o acesso a registros de chamadas, mas não permite o acesso ao conteúdo das comunicações. O ministro Mendonça restringiu a ação aos terminais e alvos determinados, fixando o período de dez dias para a análise do monitoramento em tempo real.
Além de Jaques Wagner, a autorização de monitoramento foi estendida ao empresário Augusto Lima, ao enteado do senador Eduardo Mendonça Sodré Martins, a David Lopes Monteiro, ao pai de Eduardo, Guilherme Henrique Sodré Martins, e à diretora da PKL One Participações, Andréa Lima Novaes.
Foco da investigação do Banco Master
A Polícia Federal apura indícios de que o senador Jaques Wagner teria recebido pagamentos vinculados ao Banco Master por meio da empresa de sua nora. A investigação também se concentra na compra de um apartamento em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, que estaria ligado ao parlamentar. A operação foi deflagrada em 18 de junho.
Elementos da investigação incluem mensagens trocadas entre o senador e Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. Em uma das comunicações, Wagner encaminha o contato de um gerente de construtora e menciona a unidade 1702 com o preço de R$ 2,45 milhões. Posteriormente, uma mensagem de um "filho ou filha" do senador, encaminhada a Lima, solicita dados do proprietário real do imóvel para emissão de Registro de Responsabilidade Técnica (RRT), sugerindo uma possível dissimulação da titularidade.