Microbolsas da Agência Pública investigam influência de big techs
Três reportagens investigativas, selecionadas pela Agência Pública, detalham a atuação de lobby, contratos e alianças políticas de grandes empresas de tecnologia em níveis estadual e municipal, incluindo a influência sobre projetos de lei como o PL das Fake News.

A 21ª edição das microbolsas da Agência Pública revela como Big Techs exercem lobby e firmam contratos com estados e municípios, influenciando a legislação brasileira.
A 21ª edição do concurso de reportagens foca em lobby, contratos e alianças políticas de grandes empresas de tecnologia no Brasil.
Investigações sobre a influência das Big Techs
A 21ª edição do concurso de microbolsas da Agência Pública selecionou três reportagens investigativas com foco na atuação das grandes empresas de tecnologia, conhecidas como Big Techs. O objetivo é aprofundar a compreensão sobre como essas companhias operam no Brasil, especialmente em relação à sua influência política e econômica.
As reportagens buscam detalhar os mecanismos de lobby, os contratos estabelecidos e as alianças políticas que as Big Techs firmam com governos estaduais e municipais. Este escrutínio visa trazer à tona as dinâmicas que moldam a relação entre o setor tecnológico e o poder público em diferentes esferas administrativas.
Lobby e contratos em foco
Um dos pontos centrais das investigações é a forma como os estados brasileiros mantêm contratos próprios com as Big Techs. Essa prática pode, em certos casos, gerar conflitos de interesse, levantando questões sobre a imparcialidade e a transparência das relações entre as empresas e as administrações públicas locais.
O lobby exercido por essas empresas também é um aspecto crucial abordado pelas reportagens. Elas exploram como a pressão das Big Techs tem influenciado a formulação da legislação brasileira, especialmente por meio de disputas que ocorrem no Congresso Nacional, onde projetos de lei importantes são debatidos e, por vezes, barrados.
O impacto na legislação brasileira
As investigações destacam o sucesso das Big Techs em barrar projetos de lei que poderiam impactar seus modelos de negócio ou exigir maior responsabilização. Um exemplo citado é o PL das Fake News, que enfrentou forte oposição e não avançou conforme proposto inicialmente.
O PL das Fake News tinha como propósito ampliar a transparência e estabelecer maior responsabilização das plataformas digitais pelo conteúdo que é publicado em seus ambientes. A dificuldade em aprovar tal legislação aponta para a capacidade de influência dessas empresas no processo legislativo.
Goiás como laboratório legislativo
Um dos casos específicos abordados pelas reportagens é o estado de Goiás, que foi transformado em um 'laboratório de leis' para as Big Techs. Projetos de interesse de empresas como Google e Amazon avançaram rapidamente na assembleia legislativa do estado, muitas vezes sem o devido debate público.


