Projeto propõe fim da margem de cartão de crédito em consignado do INSS
A proposta visa eliminar as margens destinadas a cartão de crédito e cartão consignado de benefício para aposentados e pensionistas do INSS, incluindo titulares do BPC. O objetivo é combater o superendividamento, direcionando o limite global de crédito exclusivamente para empréstimos e financiamentos.

Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados busca extinguir as margens específicas para cartão de crédito em empréstimos consignados de aposentados e pensionistas do INSS.
A proposta, que busca proteger aposentados e pensionistas do superendividamento, está em análise na Câmara dos Deputados
Projeto de lei busca proteger beneficiários do INSS
Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados propõe a extinção das margens específicas para cartão de crédito e cartão consignado de benefício nas operações financeiras de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A iniciativa visa aprimorar a proteção financeira desses grupos, que frequentemente enfrentam desafios relacionados ao endividamento.
A proposta, identificada como Projeto de Lei 1947/26, mantém o limite global de 45% da renda para a contratação de dívidas. Contudo, este percentual seria destinado exclusivamente a empréstimos, financiamentos e arrendamento mercantil, eliminando a possibilidade de uso para modalidades de cartão de crédito consignado.
Mudanças propostas para limites de crédito
Além dos aposentados e pensionistas, o projeto também abrange os titulares do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Para este grupo, o limite total de descontos, que também seria exclusivo para empréstimos, seria fixado em 35% da renda. A medida busca padronizar e simplificar o acesso ao crédito, focando em modalidades de menor risco de superendividamento.
O texto legislativo prevê ainda a aplicação de sanções a bancos e outras empresas financeiras que forem identificadas em casos de irregularidades na concessão ou gestão desses créditos. Essa previsão visa coibir práticas abusivas e garantir maior segurança aos beneficiários.
Justificativa e impacto no superendividamento
O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), autor da proposta, argumenta que a regra atual, que permite a margem para cartão de crédito consignado, muitas vezes resulta em descontos mensais contínuos e de difícil quitação. Segundo ele, é fundamental fortalecer a proteção dos beneficiários sem, contudo, inviabilizar o acesso ao crédito necessário.
Gaspar, que atuou como relator na recente Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, destacou que o principal objetivo é evitar o superendividamento de aposentados e pensionistas. Ele ressaltou que as modalidades de crédito ligadas a cartão de crédito consignado frequentemente dificultam a liquidação total do débito, perpetuando a dívida.


