Quatro exercícios fortalecem os pulsos e ajudam a prevenir artrose
Ortopedistas e pesquisadores explicam por que os pulsos são uma articulação frágil e como quatro exercícios simples podem aumentar a força de aperto, proteger os tendões e reduzir o risco de artrite pós-traumática.

Os pulsos sustentam tarefas diárias, de digitar a abrir portas, mas lesões e movimentos repetitivos podem desalinhar ossos e ligamentos e levar à artrose décadas depois.
Articulação formada por oito ossos pequenos e vários ligamentos é vulnerável a lesões e ao uso repetitivo; especialistas recomendam séries de 10 repetições três a quatro vezes por semana
Uma articulação frágil exposta pela vida moderna
O pulso não é uma única articulação, mas um conjunto de várias articulações menores. Ele reúne oito ossos pequenos, os ossos do carpo, os dois ossos longos do antebraço e as bases dos cinco ossos do metacarpo, na palma da mão. Cada ligamento e cada osso que conecta o pulso ao antebraço opera em um equilíbrio muito preciso, segundo o professor Andrew Abadeer, da Universidade do Sul da Flórida, nos Estados Unidos. Quando esse equilíbrio se altera, começa a se desenvolver a artrite de pulso.
Lesões e o envelhecimento podem modificar esse arranjo. A artrite de pulso se apresenta principalmente de três formas: artrite reumatoide, osteoartrite e artrite pós-traumática. As duas últimas surgem quando a cartilagem que amortiza os pequenos ossos é lesionada ou quando os ossos ficam desalinhados, situações ligadas a efeitos de longo prazo de lesões de ligamentos e ossos ou a inflamações persistentes por uso excessivo em tarefas manuais repetitivas.
A pesquisadora Sara Larsson, da Universidade de Lund, na Suécia, especializada em reabilitação de pulsos, relata atender muitas pessoas que sofreram lesões quando jovens, aparentemente sem maiores complicações, e desenvolveram problemas 20 anos depois. Casos assim podem ter origem em um movimento de torção repetitivo ou em uma queda com a mão estendida.
Por que fortalecer o pulso protege a saúde geral
Abadeer descreve o pulso como uma articulação sentinela, capaz de refletir os primeiros sinais de deterioração da saúde no restante do corpo. Cerca de metade dos pacientes que desenvolvem artrite reumatoide sente os primeiros efeitos da doença no pulso, antes que ela se estenda a outras articulações.
A força de aperto também pode indicar a estrutura cerebral e a saúde cognitiva, porque o cérebro dedica uma grande região do córtex, o homúnculo cortical, ao mapeamento das mãos, do pulso e dos dedos. Pessoas que chegam aos 60 anos com pulsos em melhores condições, normalmente avaliadas pela força de aperto, costumam apresentar melhor estado de saúde geral, menos fragilidade, menos quedas, fraturas e osteoporose, além de menor probabilidade de perder a independência na idade avançada.


