
Levantamento do Imazon mostra que 60% das terras indígenas na Amazônia tiveram desmatamento zero no período de um ano. O desmate dentro desses territórios representou apenas 1,7% do total do bioma, que foi de 2.702 km².
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Levantamento do Imazon mostra que 60% das terras indígenas na Amazônia tiveram desmatamento zero no período de um ano. O desmate dentro desses territórios representou apenas 1,7% do total do bioma, que foi de 2.702 km².

Dados do TerraClass de 2022 indicam que as terras indígenas da Amazônia concentram 952,3 mil hectares de áreas degradadas, predominantemente ocupadas por pastagens. Somadas à vegetação secundária, o potencial de restauração chega a 1,79 milhão de hectares.

A meta brasileira de restaurar 163 mil km² de terras degradadas até 2030, apresentada na COP17, foi elogiada, mas especialistas alertam para a necessidade de implementação efetiva, com monitoramento e inclusão de comunidades.

A Coleção 11 do MapBiomas aponta que a vegetação nativa no Brasil diminuiu significativamente entre 1985 e 2025, tornando o país mais vulnerável aos efeitos do El Niño. Áreas de floresta mantidas em pé demonstraram maior resiliência a secas e temporais, enquanto a agropecuária expandiu sua ocupação territorial.

O balanço da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD) destaca a restauração de 1,66 milhão de hectares no Sahel, além da criação de 4,6 milhões de empregos e o impacto direto em 46 milhões de pessoas. O esforço visa combinar recuperação de terras com segurança alimentar e resiliência climática.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou que a área sob alerta de desmatamento na Amazônia foi de 2.874,38 km² no último ciclo, uma redução significativa em comparação com o período anterior e a média da década.

Ativistas de diferentes regiões do país se unem para compartilhar experiências e fortalecer a atuação na proteção do meio ambiente e na promoção da justiça climática, abordando desafios locais e a Política Nacional de Cuidados.

A Reserva Florestal Sítio dos Macacos, localizada na Rocinha, oferece uma trilha interpretativa que conecta visitantes à natureza exuberante da Mata Atlântica e à rica história de reflorestamento da Floresta da Tijuca. A iniciativa, parte do projeto Na Favela Turismo, busca valorizar o patrimônio ambiental e cultural da comunidade, gerando oportunidades locais.

A Moratória da Soja, acordo voluntário que impede a compra de soja de áreas desmatadas na Amazônia, pode ter seu fim, gerando um desmatamento adicional de 1,4 milhão de hectares e a emissão de 745 milhões de toneladas de CO₂. O Supremo Tribunal Federal (STF) começará a julgar ações sobre o tema em agosto.

O Brasil possui capacidade avançada de monitoramento das cadeias produtivas de soja e carne bovina, mas um estudo da WRI Brasil indica a necessidade de integrar os instrumentos existentes. A pesquisa, que analisou 21 iniciativas, visa compreender a capacidade do país em atender às crescentes exigências do mercado internacional por produtos sustentáveis.